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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A "Desidratação" do setor de Água Mineral

          
                Há 20 anos o setor de Água Mineral mostrava seus primeiros sinais de farto crescimento. Algumas poucas indústrias dominavam, por inteiro, a distribuição e comercialização do produto no RS. A qualidade da água entregue pelo poder público sem dúvida era melhor nessa época, mas a procura pela evidente qualidade superior das águas minerais do RS eram crescentes dia a dia...          

        Cientes da qualidade da água mineral no RS os empresários começaram uma busca frenética pela legalização de novos poços e novas indústrias. Plantas industriais surgiram em todo canto do nosso estado e assim surgiram o que temos hoje, ou seja, inúmeras fontes envazadoras de água mineral buscando um lugar ao sol literalmente... Fazendo uma rápida observação verificamos que surgiu mais capacidade de produção que capacidade de consumo residencial, pois este é o foco de quase todas as indústrias que surgiram no nosso estado. O mercado passa a contar com aproximadamente 30 indústrias em pouco mais de 20 anos e um número maior ainda de marcas que por sua vez começaram um disputa ferrenha no mercado gaúcho . O monopólio deixa de existir e o mercado de água mineral se fragmenta de forma assustadora.     
         
        Quem agradece é o consumidor, que passa a contar com muitas marcas com características fisico-quimicas bem diferentes uma das outras . O consumidor agradece, porém perde a referência dos produtos dando, a nítida impressão que água mineral é tudo igual, e isso temos a absoluta certeza que não é. O consumidor tem a possibilidade hoje de escolher a água que melhor lhe cabe no paladar e no bolso, mas ainda não as conhece e nem sabe onde encontrá-las.                   

        O mais interessante de se observar nesse processo é que o mercado dividido fez aumentar o preço do produto onde geralmente aconteceria o contrario. Claro , vamos levar em conta a fome exagerada do poder público na arrecadação de tributos, inclusive deste setor. mas também vamos levar em conta o alto custo de produção e transporte deste produto que muitas vezes não conta com politica reversa de transporte. Incrivelmente as fontes vendem menos hoje do que vendiam a 15 anos atrás.          

        Vamos pensar que uma coisa puxa a outra e vamos transpor esta realidade para as distribuidoras, que estão cada vez menores e mais espalhadas... e num processo absolutamente natural acabaram os grandes atacadistas do setor , e não se vê que voltarão tão logo. Os atacadistas foram exprimidos pela logística própria de algumas indústrias, e as que não fizeram estão a caminho de fazê-lo sob pena de ter seu mercado tomado pela agilidade do concorrente. As indústrias precisam obter o controle do produto do início ao fim e isso se dá através de uma logística que começa na indústria e passa pela distribuidora , sem a necessidade do atacadista, que visivelmente inflaciona o preço do produto e ao longo do tempo acaba reduzindo a venda da própria indústria que representa. Muitos já fazem o caminho oposto, apostando em centrais de distribuição exclusiva novamente, numa tentativa de fidelizar mais seu distribuidor e porque não dizer, seu cliente            
        
       No que tange as distribuidoras podemos dizer que elas são o reflexo da própria industria: menores e mais espalhadas. O distribuidor está arcando com um alto custo , pois deles dependem quase toda a mídia que existe no setor, salvo raras exceções. Partem das distribuidoras também boa parte da distribuição do produto em residencias, comércios e órgãos públicos. Não podemos deixar de mencionar a alta quantia de mão de obra necessária para distribuirmos esse produto que é desajeitado e pesado.          

        O Custo das distribuidoras foram as alturas, bateram no teto e o apoio que os distribuidores recebem das indústrias são quase inexistentes, representamos  um produto no qual o fabricante pouco se importa com quem o distribui. Onde estamos errando ? Onde as fontes estão errando ? mea culpa ?       
      As fontes quando ajudam patrocinam aqui e ali um panfleto, uma camiseta, mas quantos o fazem? Além do produto, que é o fundamental, qual a outra contribuição que as indústrias estão deixando a seus distribuidores ?        

       Como podemos admitir que 60 % das marcas de água mineral que estão nas gondolas dos nossos supermercados não sejam do nosso estado ? Porque as indústrias permitem sisso ? nosso produto não é bom ? Divisas Fiscais ?       Precisamos urgentemente repensar nosso modelo de negócio, precisamos rever nossos conceitos, precisamos inovar... como vamos fazê-lo ? Fica  a pergunta .


Por Leandro Greff (Água Saudável)   

sábado, 3 de outubro de 2015

Investidores garimpam água, a próxima commodity quente



Monica Almeida/The New York Times 
Visão aérea de um campo que pertence a Cadiz Inc., no deserto de Mojave


DO "NEW YORK TIMES"
EM CADIZ, CALIFORNIA03/10/2015 02h00
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Contemplando da janela de um avião turboélice voando alto por sobre o principal ativo de sua companhia —13,6 mil hectares de terras no deserto do Mojave, com bilhões de galões de água fresca aprisionados por sob a areia e a vegetação rasteira—, Scott Slater descreve uma paisagem luxuriante, que vem atraindo investidores experientes há um quarto de século.

Sim, admite Slater, sua empresa, a Cadiz, não ganhou um centavo com a água. Ele admite abertamente que serão necessários pelo menos mais US$ 200 milhões para escavar poços, filtrar a água e transportá-la por 70 quilômetros de deserto em um novo aqueduto antes que o sedento sul da Califórnia possa beber a primeira gota. Mas obter dinheiro, em contraposição a encontrar água, nunca foi problema para a Cadiz.

"Creio que haja muito dinheiro por aí", diz Slater.

Lucros reais podem ser mais escassos que neve na High Sierra, mas Wall Street, como é seu hábito, fareja ganhos enquanto a Califórnia enfrenta sua pior seca em décadas.
Monica Almeida/The New York Times 
Scott S. Slater, presidente executivo da Cadiz Inc.


"Investir no setor de água é uma das grandes oportunidades das próximas décadas", disse Matthew Diserio, da Water Asset Management, empresa que é grande investidora na Cadiz. "A água é o recurso escasso que definirá o século 21, mais ou menos como o petróleo abundante definiu o século passado".

Até agora, porém, essa verdadeira corrida do ouro encontrou só ouro dos tolos. Nos 10 últimos anos, a Cadiz acumulou US$ 185 milhões em prejuízos, e a receita dos limoeiros e vinhedos que ela controla no Mojave mal representa uma garoa: US$ 7,1 milhões de 2005 para cá.

Para desenvolver o projeto, a empresa consome entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões anualmente, pagando por uma batalha interminável em tribunais e salas de conferência em toda a Califórnia a fim de obter licenças fundamentais do governo e cobrir os salários de seus 10 funcionários de tempo integral. A Cadiz gera esse dinheiro tomando empréstimos e realizando emissões regulares de novas ações, o que leva os céticos a imaginar que ela talvez nunca venha a encontrar água, quanto mais lucro.

"É um jogo duro", disse John Dickerson, presidente-executivo da Summit Global Management, uma companhia criada 20 anos atrás em San Diego que investe em empresas de infraestrutura de água, distribuidoras locais de água e em direitos sobre a água, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.

"A Cadiz promoveu esse sonho e por anos Wall Street vem bombeando capital baseado no otimismo quanto à água", ele acrescentou. "Mas agora a questão difícil para eles é onde está a água de verdade, e quando será possível bebê-la?"
Monica Almeida/The New York Times 
Trilhos de trem junto dos quais se planeja a construção de canos com água


Outros empreendimentos de água prometeram mais do que foram capazes de cumprir, pelo menos até agora. Há obstáculos em profusão, a começar por autoridades regulatórias céticas, clientes cautelosos e grupos ambientalistas implacavelmente opostos a esse tipo de projeto.

Alguns projetos estão por fim próximos de render frutos. Perto de San Diego, a Poseidon Water, uma empresa de capital fechado, está a ponto de colocar em ação uma usina de dessalinização que construiu, depois de 15 anos de luta contra processos de grupos ambientais e de espera por licenças conferidas por autoridades cautelosas. A seca, porém, não abrandou a oposição local à entrada de grupos de capital fechado como a Cadiz ou a Poseidon no mercado de água da Califórnia.

De fato, a despeito do medo de que Wall Street esteja lucrando com a seca, até agora o prejuízo ficou principalmente com os investidores na Poseidon. O primeiro retorno sobre o investimento que a empresa planeja oferecer só acontecerá no ano que vem, depois de anos de planejamento. Um projeto semelhante da Poseidon mais ao norte na costa, perto de Huntington Beach, continua atolado no processo de licenciamento.

"Foi necessária mais de uma década de batalha para que a Poseidon conseguisse licenciar seu projeto —uma experiência que não cria investidores felizes", disse Dickerson. "Isso bem pode desencorajar investidores em futuros projetos de dessalinização na Califórnia".

Mas para as pessoas com um horizonte de tempo longo, a água pode um dia se provar um bom investimento.

"A água é sempre considerada como algo automático, mas o acesso confiável a ela já não é garantido", disse Disque Deane Jr. veterano de Wall Street que comanda a Water Asset Management em companhia de Diserio. "Ela será uma categoria de ativos que constará de carteiras de investimento, em companhia de ações de companhias de saúde, de energia ou de imóveis".
Monica Almeida/The New York Times 
Trem passando pelos trilhos onde os canos de água devem ser construídos


A companhia deles agora administra mais de US$ 500 milhões em capital de planos de pensão, fundos nacionais de investimento de outros países e famílias ricas, e seu principal fundo em geral apresenta resultados superiores aos padrões do mercado mundial, desde que foi criado em 2006. Os ativos da Impax Asset Management, uma empresa de Londres cujo foco também é a água, dobraram para US$ 1,8 bilhão nos dois últimos anos.

Embora alguns projetos possam parecer mais audaciosos que outros, os especialistas envolvidos com o negócio insistem em que não há coisa alguma de errado em ganhar dinheiro vendendo água.

"É preciso dinheiro para processar, tratar e mover água, mas agora a água em si está se tornando cada vez mais valiosa no oeste", disse Steve Maxwell, veterano consultor do setor radicado em Boulder, Colorado.

"Não faz diferença que seja uma agência pública ou companhia privada que administre a água: os preços vão subir", ele disse. "Não é por incompetência dos administradores ou cobiça das empresas: é porque a água está acabando".

Muitos investidores estão em busca de maneiras menos arriscadas de ganhar dinheiro com a água. Em lugar de enfrentar batalhas dolorosas sobre os direitos de água ou desenvolver novas fontes de suprimento e enfrentar acusações de que estão lucrando com a seca, investidores como Simon Gottelier, da Impax, estão se concentrando em empresas que fornecem infraestrutura para empresas de água e usuários industriais, e não na água em si.

"Como investidores de longo prazo cujo foco é gerir um fundo que nos permita dormir à noite, somos reticentes quanto a companhias que lidam com direitos de água, porque essa questão pode se tornar muito emocional", disse Gottelier. "Não queremos fazer investimentos em empresas que se tornem alvo de ira dos agricultores ou gerem manchetes".

Para a Impax, isso significa que há apelo em ações como as da Xylem, fabricante de bombas, equipamento de filtragem e suprimentos para tratamento e teste de água. Outros investimentos da Impax incluem fabricantes de membranas de osmose reversa, como as que têm papel central na nova usina de dessalinização da Poseidon, visitada por Gottelier em junho. Ele considera a escassez de água na Califórnia como não só um propulsor de demanda para as empresas de sua carteira mas como incentivo para pessoas e instituições que desejem começar a investir em água mas não em projetos ambiciosos como o da Cadiz.

"Houve um crescimento dramático no apetite real e potencial dos investidores", disse Gottelier.

Boa parte do dinheiro que acorre ao caixa da Impax provém de investidores institucionais da Europa, onde sistemas de água operados com fins lucrativos têm um longo histórico, em contraste com os Estados Unidos.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Eco Vitta CENTRAL DE DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA ELAN











Telefone: (51) 3028-0777
E-mail: vendas@aguasecovitta.com.br
Estado: Rio Grande do Sul
Cidade: PORTO ALEGRE
Endereço: Av. Vicente Monteggia, 930
Bairro: Cavalhada

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Minas Gerais: Água Mineral


FOTO: Fotos: Tião Mourão / VB comunicação

O governo do Estado vai continuar no negócio da água engarrafada. A garantia é do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castello Branco. “Vamos fazer uma parceria com gente do setor de bebidas? É uma alternativa? Vamos ser nós mesmos os gestores?”, estuda o dirigente. Castello Branco liberou R$ 2 milhões para a manutenção dos equipamentos, pagou R$ 27 milhões pelos ativos, pelas máquinas que a Copasa comprou e indenizou a estatal para assumir a gestão. A Codemig acredita que a produção pode chegar a 80 mil litros de água mineral por mês. “Mas devemos estar com menos de 10% disso. A fábrica de Araxá só opera dois dias por mês”, conta à coluna. Castello Branco admite que era muito difícil para a Copasa, uma empresa de saneamento, se dedicar a essa operação. “Então, estamos retomando a missão de fazer esse negócio ser autossustentável, que o contribuinte mineiro não tenha que botar dinheiro para cobrir buraco, porque, até o momento, ela só deu prejuízo”, critica. De 2007 até o momento, a Copasa fez um aporte de R$ 100 milhões, e, a maior parte disso foi perdida. “Ela estava dando R$ 8 milhões em prejuízo por ano”, calcula. “Vamos dar uma nova feição às águas minerais das jazidas em Lambari, Caxambu, Cambuquira e Araxá”, conta o dirigente da Codemig, uma das empresas patrocinadoras do Sexto Conexão Empresarial Araxá.

Licenças ambientais

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, disse à coluna que conseguir licenças ambientais virou uma burocracia e que o Estado perde muito investimento com isso. “Por isso, chegou à Assembleia Legislativa uma lei para desburocratizar o meio ambiente e as licenças”, contou. Para Lopes, Minas passa por uma grande fase de investimentos. “O Walmart está investindo entre a região do Triângulo Mineiro e um centro de distribuição em Betim, na região metropolitana, R$ 1 bilhão”. O chefe do Legislativo também contou que a Suíça está fazendo um grande investimento no Estado, além do aeroporto de Confins. “São empresas que serão instaladas no entorno do aeroporto, e tudo isso estava dependendo de licenças”, afirmou.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Afonso Ritter: Água Mineral

Água mineral

        Quem está faturando muito bem com o calor deste verão são os vendedores de água mineral. Mas isso ocorreu também no verão passado, fazendo com que a Fruki crescesse 43% nesta área em 2014. A propósito, a empresa está comprando 1 mil novas geladeiras, os Visa Coolers, para seus pontos de venda, além de novos carros, caminhões e motos.


Fonte: Jornal do C omércio on line

Lei que aplica nova tributação no setor de bebidas é sancionada hoje por Dilma Rousseff


20/jan/2015

A presidente Dilma Rousseff sancionou hoje a Lei nº 13.097/14, que altera a tributação do setor de bebidas. A mudança traz alívio para uma parcela dos fabricantes de bebidas, especialmente para as indústrias nacionais, que vêm sofrendo há anos com a tributação aplicada no setor.

Com a antiga tributação, a carga tributária de uma empresa regional chegava a 45%. Do outro lado, empresas que lideram o mercado pagavam bem menos impostos proporcionalmente.

O modelo utilizado até então era um modelo misto – ad valorem com ad rem. Esse modelo gerava um grande transtorno para as indústrias de alcance regional, já que incidia diretamente nos fabricantes, sem diferenciar a marca por tipo de volume do produto.

A nova tributação será no modelo ad valorem, com os impostos incidindo sobre o preço que a produto é comercializado pelo fabricante. Segundo Fernando Rodrigues de Bairros, presidente da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil), a novidade trará equilíbrio para o setor. “Por muito tempo as pequenas empresas sofreram com impostos abusivos e distorções. O modelo tributário impedia que as empresas ganhassem competitividade no mercado e inibia investimentos. Com a tributação ad valorem, quem vender seu produto mais caro, pagará mais impostos, e quem vender seu produto mais barato pagará menos”.

A Lei 13.097/2015 sancionada pela Presidente entra em vigor no dia 1º de maio de 2015.

Fonte: Afrebras

FRUKI supera metas de crescimento e projeta investimentos para este ano COMPARTILHE Lajeado/RS – A FRUKI, com sede em Lajeado, obteve resultados acima do projetado durante o ano de 2014. O crescimento em volume chegou a 19,44%, mais que o dobro do previsto. "Mesmo descontada a inflação, isto significa que avançamos em participação de mercado, o que é muito importante. Por outro lado, temos o desafio de continuar crescendo e, para isto, será preciso muito trabalho, aliado à constância de propósitos, busca de conhecimento, bons relacionamentos e disposição para continuar empreendendo", destaca o Diretor-presidente da FRUKI, Nelson Eggers. Para este ano o planejamento da FRUKI prevê um crescimento de 8% no volume de vendas. Para isto, a empresa vai manter a sua estratégia comercial mais agressiva, que passa por uma área comercial bem estruturada e um trabalho de marketing arrojado. INVESTIMENTOS – Entre os planos de expansão da FRUKI está a construção, ainda neste ano, de um novo Centro de Distribuição em Pelotas. Uma área de 30.000 m² já foi adquirida e nas próximas semanas será escolhida a empresa para o gerenciamento da obra, que deverá ter em torno de 5.000 m² de área construída. A empresa também deverá concluir dentro de pouco tempo a compra de uma área na Serra, para ampliar suas atividades naquela região a partir da construção de um novo CD. “Em breve também deveremos ter mais novidades com relação a outros investimentos”, acrescenta Nelson Eggers. A FRUKI, com 90 anos de existência, tem sua matriz e parque industrial localizados numa área de 25.000 m² em Lajeado, além de Centros de Distribuição localizados estrategicamente em Canoas, Pelotas, Farroupilha, Santo Ângelo e também junto à Matriz. Contando com modernos equipamentos e tecnologia de ponta, as sete linhas de produção automatizadas têm capacidade para fabricar até 420 milhões de litros de bebidas por ano. A empresa tem atuação focada no Rio Grande do Sul e produz refrigerantes da marca FRUKI, suplementos energéticos FRUKITO e a água mineral ÁGUA DA PEDRA. De Zotti – Assessoria de Imprensa


Lajeado/RS 

         A FRUKI, com sede em Lajeado, obteve resultados acima do projetado durante o ano de 2014. O crescimento em volume chegou a 19,44%, mais que o dobro do previsto. "Mesmo descontada a inflação, isto significa que avançamos em participação de mercado, o que é muito importante. Por outro lado, temos o desafio de continuar crescendo e, para isto, será preciso muito trabalho, aliado à constância de propósitos, busca de conhecimento, bons relacionamentos e disposição para continuar empreendendo", destaca o Diretor-presidente da FRUKI, Nelson Eggers.

         Para este ano o planejamento da FRUKI prevê um crescimento de 8% no volume de vendas. Para isto, a empresa vai manter a sua estratégia comercial mais agressiva, que passa por uma área comercial bem estruturada e um trabalho de marketing arrojado.
INVESTIMENTOS – Entre os planos de expansão da FRUKI está a construção, ainda neste ano, de um novo Centro de Distribuição em Pelotas. Uma área de 30.000 m² já foi adquirida e nas próximas semanas será escolhida a empresa para o gerenciamento da obra, que deverá ter em torno de 5.000 m² de área construída.

         A empresa também deverá concluir dentro de pouco tempo a compra de uma área na Serra, para ampliar suas atividades naquela região a partir da construção de um novo CD. “Em breve também deveremos ter mais novidades com relação a outros investimentos”, acrescenta Nelson Eggers.
A FRUKI, com 90 anos de existência, tem sua matriz e parque industrial localizados numa área de 25.000 m² em Lajeado, além de Centros de Distribuição localizados estrategicamente em Canoas, Pelotas, Farroupilha, Santo Ângelo e também junto à Matriz. Contando com modernos equipamentos e tecnologia de ponta, as sete linhas de produção automatizadas têm capacidade para fabricar até 420 milhões de litros de bebidas por ano. A empresa tem atuação focada no Rio Grande do Sul e produz refrigerantes da marca FRUKI, suplementos energéticos FRUKITO e a água mineral ÁGUA DA PEDRA.

De Zotti – Assessoria de Imprensa

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Forte calor eleva venda de água mineral

Postado: 19/01/2015 às 00:00

Ouça esta notícia no link:

http://www.radiomiriam.com.br/noticia.php?id=6156


A venda de água mineral no Rio Grande do Sul já cresceu 18% no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação dos Distribuidores de Água Mineral. O vice-presidente da entidade, Leandro Greff, explicou que o crescimento da comercialização de galões d’água aumentou em razão do calor dos últ água mineral. Leandro Greff informa que o setor emprega cerca de 10 mil pessoas de forma direta e 15 mil inimos dias. Leandro Greff destaca que outro fator que está elevando o consumo é a consciência dos consumidores sobre os benefícios da água. Segundo a associação, o Rio Grande do Sul é o quarto maior consumidor de água mineral e conta hoje com 22 indústrias do produto e 400 distribuidoras que são responsáveis pela comercialização de 32 marcas de  água mineral. Leandro Greff informa que o setor emprega cerca de 10 mil pessoas de forma direta e 15 mil indiretas

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Venda de água mineral cresce 8% no Rio Grande do Sul


Estimativa é de que as empresas estejam comercializando de 200 a 300 bombonas por dia


Crescimento da comercialização aumentou em razão do calor dos últimos dias | Foto: André Ávila



Cláudio Isaías

A venda de água mineral no Rio Grande do Sul já cresceu 18% no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação dos Distribuidores de Água Mineral (Adam/RS). O vice-presidente da entidade, Leandro Greff, explicou que o crescimento da comercialização de galões d’água aumentou em razão do calor dos últimos dias. O consumo de água aumentou também no Litoral gaúcho e nas cidades da região Metropolitana de Porto Alegre, com destaque para a região do Vale do Sinos, onde tradicionalmente as temperaturas são elevadas nesta época do ano.

Segundo Greff, a estimativa é de que as empresas estejam comercializando de 200 a 300 bombonas por dia durante o verão tanto na Capital quanto no Interior do Estado. Com o aumento do consumo de água mineral, as indústrias no Rio Grande do Sul estão contratando funcionários para atender a demanda. Segundo a associação, o Rio Grande do Sul é o quarto maior consumidor de água mineral e conta hoje com 22 indústrias do produto e 400 distribuidoras que são responsáveis pela comercialização de 32 marcas de água mineral.


O vice-presidente da Adam/RS ressaltou que o consumidor deve ficar atento aos preços muito baixos, que podem apontar para a clandestinidade do produto, ou valores abusivos. A bombona de água com 20 litros deve custar entre R$ 10 e R$ 18.

Desde o começo da temporada de verão, o número de trabalhadores no setor cresceu 10%, com contratações temporárias. No Estado, existem 420 empresas legais, com 10 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Joalheria coloca garrafa de água mineral na vitrine a R$ 15 mil


Ação faz parte de campanha pela economia de água em São Paulo.
Preço é simbólico, mas valor de eventuais compras será doado a ONG. 
Fonte: G1
 


Uma joalheria de São Paulo está exibindo em suas vitrines uma pequena garrafa de água mineral, ao lado da indicação do preço, de R$ 15.890. A ação faz parte de uma campanha de marketing da Montecristo Joalheria para estimular a economia de água.

Segundo a empresa, a ideia é que a água seja vista como um elemento tão precioso como uma joia, em meio ao período de seca que atinge o estado de São Paulo. A campanha teve início no dia 1º de novembro nas três unidades da joalheria, nos shoppings Anália Franco, Iguatemi e JK Iguatemi.

As três garrafas não estão à venda de verdade, mas, caso algum cliente queira comprar uma delas, o valor será doado a uma ONG de preservação ambiental. "Não está à venda, mas, já que está na vitrine com preço, a gente teve que pensar nessa possibilidade", explica a gerente de marketing Alessandra Semeoni.

“Já teve gente que perguntou se tem diamante dentro da água”, conta. Pelo preço anunciado da garrafa de água mineral, é possível comprar na mesma loja um par de brincos de ouro branco e diamantes, com 1,55 quilates.

sábado, 25 de outubro de 2014

A Abinam, entidade de âmbito nacional criou prêmio com o nome de Adib João Dib.


A Abinam - Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais entregou pela primeira vez o Prêmio Adib João Dib Empresário do Ano 2014 durante o 23º Congresso rea-lizado no final de agosto em Salvador, Bahia
16 de  Outubro, 2014
Por: null
CATEGORIA: LOCAL
850

A Abinam – Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais entregou pela primeira vez o Prêmio Adib João Dib Empresário do Ano 2014 durante o 23º Congresso rea-lizado no final de agosto em Salvador, Bahia.
O empresário escolhido foi Nelson Eggers, diretor-presidente da Indústria de Bebibas Fruki, da cidade de Lajeado, Rio Grande do Sul. A Fruki está completando 90 anos nesse ano, fabrica e comercializa refrigerantes e suplementos energéticos, além do envasamento da Água Mineral Água da Pedra.
A criação do prêmio foi uma homenagem ao grande empresário Adib João Dib, serrano, sócio-fundador da Água Mineral Lindoya Verão, localizada na cidade de Lindóia, interior de São Paulo.
Ao longo de sua vida, Adid demonstrou ter visão, à frente de muitos, de inovações no mercado de água mineral e não mediu esforços para realizá-las. Seu pioneirismo levou a produzir as primeiras garrafas em PVC; a embalar água mineral em copo plástico com lacre de alumínio; a lançar o garrafão de 5 litros descartável com tampa de rosca; a tornar as embalagens mais leves: garrafas 15% e tampas 40% e a lançar a garrafa PET compactável.
Foi também diretor-conselheiro da Abia – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação e um dos fundadores da Abinam e do Sindinam, Sindicato da Indústria de Águas Minerais. “Adib João Dib era um homem inteligente e empreendedor. Foi o grande responsável por tornar o Sindinam uma entidade nacional”, declara Carlos Alberto Lancia, presidente da Abinam.
Atualmente, quem dirige a empresa Lindoya Verão é seu filho, César Dib, que traz no sangue a determinação, obstinação pela qualidade e sobretudo paixão pela empresa, atributos iguais aos de Adib João Dib.

sexta-feira, 1 de março de 2013

BOCA DA SERRA LANÇA LINHA DESCARTÁVEL



A Água Mineral Boca da Serra começou a comercializar sua água mineral em garrafas de 500 ml com gás e sem gás assim como as de 1500 ml e 5 litros.

Características da Água Mineral Boca da Serra


A Água Mineral, por sua composição química ou características físio-químicas, é benéfica para saúde, pois retira suas propriedades em sais de rochas existentes no subsolo e sedimentos por onde circulam vagarosamente. A água mineral é aquela que atingiu profundidade maior e que por isso é rica em sais, com pH mais alcalino e temperatura morna.A Água Mineral Boca da Serra é:
  • Fluoretada: ajuda no fortalecimento na saúde dos ossos e dentes.
  • Radiotiva: diurética, dissolve cálculos renais e biliares, favorece a digestão, age como calmante contra o reumatismo, age como laxante, filtra o excesso de gordura no sangue, elimina o ácido úrico, diminui a viscosidade do sangue, possui ação analgésica nas afecções renais, estimulante glandular e da sexualidade, diminui a pressão sanguínea.
  • Ferruginosa: indicada para diferentes tipos de anemia, parasitoses, alergias e acnes.
  • Magnesiana: boa para o fígado e intestino, indicada para os casos de enterocolite crônica, insuficiência hepática e fermentação intestinal.
  • Carbogasosas: diurética e digestiva, é ideal para acompanhar refeições; rica em sais minerais, ajuda a repor a energia, além de facilitar o trânsito intestinal; é eficaz contra a hipertensão arterial, cálculo renal e da vesícula.
  • Sulforosa: indicada para casos de reumatismo, doenças de pele, artrite e inflamações em geral.
  • Brometada: sedativa e tranqüilizante; combate a insônia, histeria, desequilíbrios emocionais, nervosismo e epilepsia.
  • Sulfatada sódica: combate a prisão de ventre, colite e problemas hepáticos.
  • Cálcica: indicada para casos de raquitismo e colites, consolidação de fraturas; reduz a sensibilidade em casos de asma, dermatoses e bronquites; tem ação diurética.
  • Iodetada: trata adenóides, inflamações de faringe e insuficiência da tireóide.
  • Bicarbonatada: indicada contra doenças estomacais, como gastrites e úlceras gastroduodenais, hepatite e diabetes.
  • Alcalina: diminui a acidez estomacal e hidratante para a pele.
  • Ácida: regulariza o pH da pele.
  • Carbônica: hidrata e reduz o apetite.
  • Sulfatada: atua como antiinflamatório e antióxido.

sábado, 12 de janeiro de 2013

NOVA FÁBRICA DE ÁGUA MINERAL NO RS : Estrela terá fábrica de água mineral


Estrela terá fábrica de água mineral

Boa notícia com instalação de fábrica de água mineral no município


Estrela terá uma fábrica de água mineral. O anúncio oficial ocorreu na tarde desta quarta-feira, dia 9, no Gabinete no Prefeito. O empresário Sérgio Afonso Manica foi recebido pelo prefeito Carlos Rafael Mallmann, pelo vice-prefeito Valmor Griebeler e pelo secretário de Planejamento, Indústria e Comércio Marco Aurélio Wermann.
Conforme Manica, o investimento será de cerca de R$ 6 milhões em uma planta industrial moderna no Bairro Imigrante, com capacidade de extração diária de 1,2 mil metros cúbicos de água mineral diretamente do Aquífero Guarani. “Investimos cerca de R$ 2 milhões nos projetos técnicos, aquisição do imóvel e nas liberações dos órgãos responsáveis, como a Fepam. Agora começaremos o trabalho de instalação do empreendimento”, observa Manica.
O prefeito agradeceu a boa notícia e colocou à disposição do empresário o Executivo Municipal. “Estrela tem potencial logístico para atrair investimentos de pequeno, médio e grande porte”, lembrou o secretário Wermann.
Fonte: Ass. de Imprensa da Prefeitura de Estrela
Foto: Jônatas dos Santos

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Consumo de água mineral aumenta 70% em uma semana no Estado


No litoral, as vendas subiram ainda mais e há vagas para a contratação de profissionais
Aumento do consumo também gera oportunidades para contratação. Crédito: Mateus Bruxel/CPFoto:
Aumento do consumo também gera oportunidades para contratação. Crédito: Mateus Bruxel/CP
Até a Associação dos Distribuidores de Água Mineral do Rio Grande do Sul se surpreendeu com o crescimento da comercialização de galões d’água durante a última semana. Em comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas subiram 70%, principalmente na Capital e Região Metropolitana. Já no litoral, o volume é ainda maior e chega a 80% de aumento. Além das altas temperaturas, outros fatores explicam o consumo elevado, segundo o vice-presidente da entidade, Leandro Graeff. “Tivemos os vendavais que deixaram as pessoas sem fornecimento, assim como a qualidade na Região Metropolitana facilitou a compra de água mineral”, afirma.
Por outro lado, o setor já contratou 500 pessoas a mais do que geralmente acontece no mesmo período e a expectativa é que ainda faltem funcionários para a entrega nas distribuidoras, ressalta Graeff. “Foram contratadas muitas pessoas, mas existem cargos vargos nas esteiras e cargos administrativos das distribuidoras, bem como na entrega”.
Segundo a Associação, o Rio Grande do Sul é o quarto maior consumidor de água mineral e conta com 22 indústrias regularizadas.
Fonte: Rádio Guaíba
Fonte: Samantha Klein/ Rádio Guaíba

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sem medo de ser grande







As ambições de Nelson Eggers, o ex-faz-tudo que hoje comanda a expansão da Fruki em um mercado dominado por multinacionais



Por Felipe Prestes

O presidente da Fruki, Nelson Eggers, tem um sonho: colocar sua empresa entre os maiores fabricantes de refrigerantes do país e se consolidar como uma alternativa de peso às grandes marcas globais que dominam o setor. É claro que, por enquanto, o sonho parece um tanto distante. Até o final deste ano, por exemplo, se tudo sair conforme o planejado, a Fruki deverá registrar um faturamento bruto total de R$ 200 milhões – o equivalente a um décimo das vendas da Vonpar, que representa a Coca-Cola no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Mas quem conhece Nelson garante: ele não mede esforços para concretizar o que quer. “O sonho é o crescimento da empresa”, assegura a filha, Aline Eggers Bagatini, diretora administrativa e financeira da empresa.



A história está a favor de Nelson. Nos últimos 52 anos, ele transformou o pequeno empreendimento familiar, fundado pelo avô, em 1924, em uma marca respeitada em todo o Rio Grande do Sul. Agora, Nelson quer mais. Embora enfrente empresas globais, ele acredita que a Fruki também pode, um dia, tornar-se um gigante do setor de bebidas. “Todas essas grandes marcas já foram pequenas em um determinado momento. É nisso que a gente se ampara. Quem sabe não vamos ser um desses grandes um dia? Impossível não é”, sorri. A quem questiona tamanhas ambições, o empresário enumera alguns argumentos. “Das 50 maiores empresas do mundo há 50 anos, restam hoje menos de dez. Os grandes desaparecem também”, aponta. E a Fruki, garante ele, ainda tem muito espaço para aparecer. Atualmente, o plano de Nelson é fazer com que a empresa chegue a uma receita bruta de R$ 1 bilhão até 2020. Ou seja: quintuplicar as vendas em pouco menos de oito anos. “Está todo mundo entusiasmado com esse desafio”, conta ele.



Apesar de mirar no alto, Nelson atua com os pés no chão. Mesmo com o sucesso das bebidas da marca Fruki, especialmente da linha de guaranás, responsável por mais de metade das vendas, a empresa ainda não se aventurou fora do Rio Grande do Sul. “A gente só faz o que pode cumprir, não fica fazendo loucuras. Por isso que estamos com 88 anos de existência”, enfatiza o empresário. “Mas é claro que, para chegar a R$ 1 bilhão em 2020, já teremos de estar em outros Estados”, conta.



Por ora, a Fruki acredita que ainda tem muito a crescer em solo gaúcho. Mas o crescimento também é pensado de forma cuidadosa por Nelson Eggers. A escolha da cidade-sede da nova fábrica da empresa, por exemplo, ficou parada nos últimos meses – simplesmente para evitar que os futuros prefeitos fizessem uso eleitoral da decisão. “Tem 30 municípios candidatos. Se a gente fosse definir isso antes da campanha, 29 municípios iam ser contra. Um partido ia acusar o outro nos municípios. Então, deixa assim. Vão se eleger novos prefeitos e vereadores e aí retomamos as negociações”, assegura Nelson, que garante nunca ter se interessado por política partidária.



Orçada em R$ 30 milhões, a nova fábrica é parte do esforço que a Fruki vem fazendo para expandir seu portfólio de bebidas focadas no bem-estar e na saúde – como sucos, chás, bebidas derivadas de soja e energéticos. A previsão é de que a unidade entre em funcionamento até 2014. Tudo feito com a máxima cautela. “Lentamente, iremos buscando o conhecimento e a tecnologia para cada produto”, explica Nelson.



Se eles se incomodam...



Por enquanto, Nelson não tem a ambição de bater de frente com Coca-Cola, Pepsico, Ambev e outras gigantes do setor de bebidas. Para ele, a competição é uma simples consequência de um objetivo anterior – que é tornar a Fruki cada vez mais relevante no mercado nacional. “Não quero incomodar ninguém. Só quero que nós tenhamos uma venda grande. Agora, se eles se incomodam, aí é problema deles”, garante ele, com peculiar bom humor.



No dia a dia, aliás, Nelson é uma pessoa de trato fácil, que gosta de brincar. Riu e fez rir duante boa parte da entrevista concedida em seu escritório, na sede da Fruki, à margem da BR-386, em Lajeado. Ao posar para fotografias na linha de produção, comentou que era difícil “a vida de modelo”. A seriedade só entra em cena quando é realmente necessária – diante de algumas perguntas da reportagem de AMANHÃ, por exemplo, Nelson fazia anotações antes de começar a respondê-las, como forma de não esquecer nenhum ponto importante. “Não gosto de me promover, nem acho que mereça, mas gosto de promover a Fruki e seus produtos”, justifica.



O diretor comercial da Fruki, João Carlos Miranda, diz que Nelson é sempre sereno e brincalhão – e que é assim que conquista o respeito dos profissionais da empresa. “Ele não altera a voz em nenhum momento e não impõe sua vontade. Ele conquista as pessoas”, descreve. Na Fruki há quatro anos, Miranda é a primeira pessoa de fora da família a assumir o cargo de diretor comercial. “Ele me conquistou desde a primeira entrevista com o jeito simples, mas objetivo dele. Noto muito a paixão no olho dele”, elogia Miranda.



Nelson valoriza a motivação dos funcionários para fazer a Fruki crescer. E garante: o fato de ser bem menor do que as concorrentes ajuda a empresa a manter o moral elevado entre as equipes. “Como a Fruki está crescendo bastante e as grandes marcas já são muito grandes, quem vem de fora tem orgulho de participar desse crescimento”, avalia Nelson. “Já naquela empresa que está consolidada, com marca forte internacional, o sujeito só tem de ir lá e trabalhar. Está tudo pronto.” Os números recentes dão consistência à visão do empresário. Até pouco tempo atrás, ele acreditava que as vendas da Fruki cresceriam 14% em 2012. Em vez disso, estão crescendo 25%. “A Fruki a cada ano vai crescendo mais e o cara diz: A minha parcela eu estou dando neste crescimento, explica.



O comprometimento não significa necessariamente trabalhar mais que o devido. Ao contrário: Nelson faz questão de que todos os funcionários cumpram rigorosamente a jornada de oito horas diárias. “Ele diz assim: O dia tem 24 horas: oito para trabalhar, oito para descansar e oito para curtir a família, lazer, leitura, estudo, conta a filha, Aline. Nelson repete exatamente a mesma coisa quando o questionamos sobre o tema. “A pessoa não pode focar só em uma coisa: só no trabalho, só dormir, só fazer esportes. Tem de se dividir. Sempre falo em três vezes oito: que ele trabalhe oito horas, descanse oito horas e tenha oito horas para a família, para o lazer. Tem de ter tempo para ler e para adquirir conhecimento.”



Aline conta que essa filosofia faz com que horas extras não sejam bem-vistas pelo pai. “Em grandes empresas, muitas vezes não há horário: a hora em que der para almoçar, a gente almoça; e se vai embora em altas horas da noite”, critica ela. Na Fruki, esse tipo de desorganização é abominada. “A gente tem uma regra muito clara, que vem dele [Nelson]: não é para fazer hora extra, não é para ficar depois do horário. Se tu não estás conseguindo, é porque estás mal organizado”, conta Aline. O próprio Nelson segue à risca a ideia de não se dedicar unicamente ao trabalho. Joga tênis três vezes por semana, frequenta academia e gosta de ler. “No dia em que ele tem atividade física, avisa que a reunião tem de terminar pontualmente. Se isso não acontece, ele se levanta e sai”, conta Aline.



A preocupação em diversificar a rotina se reflete também nas leituras. Ao escolher um livro. Nelson faz o possível para não pensar somente em negócios. “A gente não pode só querer ler assuntos econômicos. Tem de ler um romance, tem de quebrar um pouco. Agora, eu estou lendo A Escola dos Deuses. Estou na página 80 e ainda não estou entendendo. É um negócio de ir longe”, diz ele, rindo. Sobre a prática do tênis, Nelson também brinca. “Jogo há muitos anos com um grupo de amigos, mas não sei se ainda dá para dizer que a gente joga tênis. A gente brinca tênis”, afirma, fazendo troça com a própria idade, que ele não revela para ninguém. “Eu sempre respondo: eu já fiz 60 anos. Agora, quanto tempo faz isso, eu não contei mais.”



Quando Nelson Eggers começou a trabalhar, há 52 anos, a marca Fruki ainda nem existia – era apenas uma pequena fábrica de bebidas em Arroio do Meio, no interior do Rio Grande do Sul. Na época, Nelson era uma espécie de faz-tudo. “Eu lavava garrafas manualmente, carregava caminhões. Não me pergunte o que eu já fiz, mas o que eu não fiz”, conta o atual presidente da companhia.



Em 1971, a empresa se mudou de Arroio do Meio para a atual sede, em Lajeado. A troca de endereço é considerada por Nelson um dos principais motivos para o salto nos negócios. “Tivemos uma data de fundação lá em 1924 e eu acho que a segunda fundação é a vinda para cá”, explica. Em Lajeado, garante ele, a Fruki entrou no radar das entidades empresariais e começou a estabelecer contatos estratégicos com outras companhias – o que gerou um aprendizado vital. “Eu também participei da diretoria da nossa universidade [o centro universitário Univates] durante dez anos. Estivemos muito próximos de autoridades. A gente fica sabendo melhor dos projetos, incentivos fiscais”, explica.



Na nova sede, Nelson continuou fazendo de tudo. Foi responsável, por exemplo, pela instalação elétrica do prédio em que conversou com AMANHÃ. E foi o criador da fórmula do Guaraná Fruki. Naquela época, o “químico” da empresa era o tio de Nelson – um sujeito sem qualquer formação técnica. Foi ele que passou ao sobrinho os conhecimentos mais básicos sobre a formulação de refrigerantes. “O tio dele tinha uma colher para medir as quantidades que foi se corroendo com o tempo. Mas ele [Nelson] continuou usando aquela colher, mesmo quando ela já estava bem menor”, conta Aline.



Nelson não tem vergonha de dizer que o guaraná é como um filho para ele. “Eu tenho muitos defeitos, e talvez este seja um deles: faço questão de dizer que é filho meu. É meu sétimo filho. Mas não é só o guaraná, é a empresa”, ilustra. Em boa forma, ele garante que toma bastante guaraná. “E, olha, não sou gordo. Quem se sente mais gordo e acha que é por causa do refrigerante, deve ter comido muito churrasco também.”



Aline relata que, há pouco tempo, o pai sabia até o nome dos filhos dos funcionários. Hoje, com a Fruki empregando cerca de 750 pessoas, esse tipo de proximidade ficou quase impossível. Mas Nelson não perde a chance de se colocar em contato com as equipes. “Tem integração com funcionários novos toda semana. Ele faz questão de participar e dar as boas-vindas. Também faz questão de entrevistar todos os gerentes que são contratados”, revela a diretora administrativa e financeira da Fruki.



Nelson jamais parou de se atualizar, participar de cursos, congressos e treinamentos. Neste ano, por exemplo, ele foi à Europa buscar equipamentos, ver novos produtos e novas tecnologias. “A maioria das pessoas, com 52 anos em uma empresa, quer mais é se aposentar”, ressalta Miranda, o diretor comercial. Nelson, no entanto, nem cogita se aposentar. Quer seguir em busca do sonho de ver a Fruki cada vez maior. Aliás, essa é uma das razões pelas quais ele mantém a idade em segredo. Apontando para Aline e para outro de seus seis filhos, Júlio, que também trabalha na empresa, ele explica: “Se eu disser minha idade, o pessoal aqui vai marcar uma data de validade. E essa data de validade eu é que quero marcar. Eu ou aquele ser superior”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

PRÊMIO WALDEMAR FERREIRA JUNQUEIRA 2012


Categoria Fornecedores do Setor
Melhor anúncio publicado na revista Água&Vida
MULTIPET
Melhor folder de apresentação da empresa
GRUPO CONSTRUSERV
Melhor inovação
NUTREV
Melhor contribuição ao meio ambiente | sustentabilidade
CBM – MÁQUINAS

Categoria Produtores de Água Mineral
Melhor campanha de marketing
ÁGUA MINERAL BONAFONT
Melhor anúncio publicado na revista Água&Vida
ÁGUA MINERAL INDAIÁ|MINALBA
Melhor design de embalagem (vidro)
ÁGUA MINERAL CAMBUQUIRA
Melhor design de embalagem (PET)
ÁGUA MINERAL BONAFONT
Melhor rótulo
ÁGUA MINERAL ACQUÍSSIMA
Inovação
ÁGUA MINERAL PURÍSSIMA
Melhor contribuição ao meio ambiente | sustentabilidade
ABIPET

PRÊMIO ESPECIAL PARCEIRO DA EXPO-ABINAM HÁ 20 ANOS
IG MÁQUINAS

PRÊMIO FRATERNO VIEIRA DE JORNALISMO 2012
1º LUGAR Jornalista Sílvio Ribas do jornal Correio Braziliense de Brasília, com o título com o título: Água fica cada vez mais cara.
Entrevistado: dr. Carlos Alberto Lancia, da Abinam

2º LUGAROs jornalistas Francisco Amorim e Itamar Oliveira do jornal Zero Hora de Porto Alegre
com o título: De fotógrafo de casamentos a senhor das bombonas
Entrevistado: Água Mineral Itati

3º LUGAR A jornalista Hara Alcântara do jornal Correio Braziliense de Brasília
com o título: Olha a água mineral
Entrevistado: Água Mineral La Priori 


Fonte/; Abinam