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segunda-feira, 4 de junho de 2012

A ÁGUA QUE BEBEMOS


DO ESGOTO ÀS TORNEIRAS

A cada segundo, a população de Porto Alegre despeja 3 mil litros de esgoto no Guaíba e no Rio Gravataí. No final de um dia, a imundície que a cidade transferiu para o manancial está na casa das centenas de milhões de litros. A esse volume somam-se dejetos domésticos, agrícolas e industriais produzidos por outros 5 milhões de gaúchos e que chegam depois de viajar pelos rios que alimentam o Guaíba. Essa imensa cloaca a céu aberto é a matéria-prima da água que bebemos.

A população da metrópole só sentiu na pele a gravidade da situação na última década, quando uma água malcheirosa e com gosto de terra começou a sair das torneiras. Em oito dos últimos nove anos, entre o verão e o outono, algas conhecidas como cianobactérias proliferaram-se no Guaíba, impregnando-o de substâncias que conferem o sabor e o odor ruins. As algas floresceram porque encontraram alimento em abundância: o fósforo e o nitrogênio presentes no esgoto.

Desde então, o sistema de tratamento de água de Porto Alegre está pagando caro – ainda mais caro do que o habitual – por ter um manancial tão poluído. Desde 2006, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) gastou mais de R$ 15 milhões para aparelhar estações a enfrentar a presença do sabor e do cheiro.

Essa é só uma parte da despesa extra. Por causa das cianobactérias, o investimento necessário para tratar uma mesma quantidade de água multiplicou-se em Porto Alegre. Levantamento feito pelo Dmae a pedido de ZH aponta que, em 2012, o custo tem sido 224% maior por causa da necessidade de eliminar as substância indesejáveis. Tratar a água ficou três vezes mais caro. De R$ 70 desembolsados pelo departamento a cada mil metros cúbicos nos períodos sem floração, a conta subiu para R$ 226,80. De janeiro a maio, em lugar de gastar R$ 5,4 milhões, o Dmae gastou R$ 17,8 milhões. Em apenas cinco meses, o custo-alga foi de R$ 12 milhões – o aumento não vem sendo repassado ao consumidor.

Mesmo tratada, ela é intragável
Apesar do investimento, moradores reclamam: o resultado final continua intragável. A Escola Estadual Presidente Roosevelt, do bairro Menino Deus, por exemplo, juntou doações dos pais e redirecionou o dinheiro do xerox para abastecer com bombonas de água mineral as salas de aula de 300 crianças. Foi uma medida para evitar a desidratação, porque os pequenos passaram a fugir do bebedouro.


– Se a água está ruim, eles não bebem e também não comem direito – explica a vice-diretora, Maria Ines Taborda.

A crise provocada pela floração das algas escancarou uma realidade desagradável: não tratamos água, tratamos esgoto para transformá-lo em água potável – e a comunidade científica já começa a questionar até que ponto essa água é saudável para humanos. Não é um problema só de Porto Alegre. As cianobactérias superpovoaram o Guaíba não porque ele seja mais poluído, mas porque algumas de suas áreas oferecem condições propícias para as florações, como baixa profundidade e pouco movimento.

No entanto, gaúchos que nunca sentiram o gosto de terra são abastecidos por água potável captada em rios com contaminação muito superior à do Guaíba. Um exemplo pode ser encontrado na Capital. Centenas de milhares de moradores da Zona Norte têm sido poupados do sabor desagradável – mas recebem água que foi captada perto de rios moribundos, como o Gravataí e o Sinos, onde a qualidade do manancial está muito mais degradada.

Para minimizar o efeito causado pelas cianobactérias, o Dmae recorre a uma tecnologia conhecida como adsorção por carvão ativado. Na quantidade adequada, o carvão, adicionado à água coletada do Guaíba, consegue reter em seus poros, como uma esponja, a maior parte das substâncias que provocam o cheiro e o gosto desagradáveis – chamadas de geosmina e MIB. Em um dia, até seis toneladas de carvão chegam a ser usadas nas estações de tratamento de água. Desde o começo do ano, o Dmae já usou 287,4 toneladas – o equivalente ao peso de 360 Fuscas.

– Além disso, buscamos, em paralelo, processos associados para minorar o problema, com a adição de dióxido de cloro e peróxido de hidrogênio, que conseguem eliminar a matéria orgânica – explica Renato Rossi, diretor da Divisão de Tratamento do Dmae.

Se tem gosto, não serve ao consumo
Mesmo assim, o gosto pode persistir, como observa o professor Sidney Seckler Ferreira Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Universidade de São Paulo (USP). Nos anos 80, ele enfrentou o desafio de reduzir o gosto deixado pelas algas em um sistema muito maior do que o de Porto Alegre: o de São Paulo. Desde então, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) utiliza a tecnologia do carvão ativado em estações que fornecem água, hoje, para 8,5 milhões de pessoas.

– A eficácia não é total. O carvão consegue remover no máximo 90% dos componentes que causam odor e sabor. E o resultado é relativo, porque cada pessoa tem um limiar de gosto diferente. A companhia que trata a água paga o pato pela falta de investimento em saneamento. E sai muito mais caro tratar água depois do que tratar esgoto antes – afirma o pesquisador.

Ainda que o problema não seja exclusivo de Porto Alegre e que o Dmae utilize a tecnologia mais disseminada, a permanência do gosto ruim é alvo de críticas – e não só por parte dos usuários. Representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) na comissão que redigiu a portaria ministerial responsável por regular a qualidade da água e os padrões de potabilidade, a engenheira química Ellen Pritsch entende que a existência de gosto é inaceitável.

– Se a água tem sabor e odor, mesmo que não faça mal, não serve para consumo. É o caso de Porto Alegre, onde os períodos de duração do problema são cada vez maiores. A portaria deixa clara a responsabilidade de agir dos órgãos de Vigilância Sanitária. Temos tecnologias que tiram o gosto e o cheiro da água. O tratamento do Dmae é mais tradicional. Não tem como atingir esse objetivo de forma plena – diz ela.




A ÁGUA QUE BEBEMOS

Falta de saneamento encarece o produto


As companhias de saneamento deixam dinheiro escorrer pelo ralo quando decidem não investir tratamento de esgoto. Estudos do economista Bastiaan Philip Reydon, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), demonstram que não tratar os dejetos domésticos significa, mais tarde, multiplicar as despesas para tornar a água potável.


Uma pesquisa realizada por Reydon em 2003 revelou que o investimento em estações de tratamento de esgoto (ETE) poderia compensar já no curto prazo. O economista analisou a situação da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, em São Paulo, onde apenas 5% do esgoto passa por ETEs.



Descobriu que o custo de tratar a água pulava de R$ 0,58 para R$ 1,65, em média, por metro cúbico, conforme o grau de contaminação do manancial – três vezes mais. Isso significa que uma das estações de tratamento de água estudadas, responsável por atender 70,7 mil pessoas, economizaria R$ 7,3 milhões ao ano se o grau de contaminação do rio fosse reduzido da classe 3 para a classe 2 (conforme a classificação de qualidade da água). Esse dinheiro seria suficiente para construir uma ETE com capacidade de atender à população local .



– No município de Jaguariúna, o que se gasta para tratar água em um ano equivale ao custo de uma estação de tratamento de esgoto. Ou seja, desde que eu fiz o estudo, teria sido possível construir 10 estações. Isso mostra que, economicamente, tratar esgoto é mais vantajoso do que tratar água. A vantagem fica ainda mais evidente se pensamos no que se evita em doenças. De 60% a 80% do gasto em hospitais brasileiros está associado a doenças por deficiência de esgoto – afirma Reydon.



A capital com maior índice de cafeína na água


Um levantamento recente alerta que a água de Porto Alegre contém componentes que podem fazer mal à saúde. O Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas, sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coletou e analisou, em parceria com outras universidades, amostras da água em 16 das principais capitais. Porto Alegre teve o pior resultado: a maior concentração de cafeína.


A cafeína, em si, não é prejudicial. Mas sua presença nos níveis detectados (centenas de nanogramas por litro) significa, segundo os pesquisadores, que o manancial usado no tratamento está comprometido pela poluição e que a água oferecida para consumo tem alta probabilidade de conter contaminantes potencialmente perigosos.



– Analisamos a água de três estações de tratamento de Porto Alegre e achamos concentrações preocupantes de cafeína em todas. É preciso investigar isso. Nos últimos anos, descobriu-se que a presença de cafeína está associada à contaminação por mais de 500 substâncias sobre as quais ainda não existe legislação – alerta o professor Wilson de Figueiredo Jardim.



Conforme Jardim, um bom sistema de tratamento de esgoto remove 95% da cafeína despejada pela população. Boa parte do que resiste a esse processo é eliminado depois, quando a água é processada para consumo humano. Mas se o esgoto não é tratado, a cafeína chega à água tratada. Com ela, vêm hormônios (a maior parte eliminados na urina e nas fezes de mulheres que usam pílulas anticoncepcionais), atrazina (um herbicida), fenolftaleína (laxante) e triclosan (bactericda presente em sabonetes, desodorantes e enxaguatórios bucais).



Ainda se sabe pouco acerca do efeito desses componentes sobre seres humanos, mas há suspeita de que possam estar associados a problemas sérios de saúde. Por causa dessas substâncias, o meio científico já discute se há necessidade de criar novos referenciais sobre o que é água potável.



– O compromisso das concessionárias não é só atender à portaria que reza sobre a potabilidade da água, mas zelar pela saúde da população. A água fornecida tem componentes que ainda não são proibidos, mas que não deveriam estar lá. Temos de trabalhar para mudar a legislação e para rever o conceito de tratamento da água – defende o pesquisador da Unicamp.



O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) não faz monitoramento da presença de cafeína na água, mas afirma estar atento à questão dos contaminantes emergentes. O diretor-geral do órgão, Flávio Presser, diz que não há motivos para a população se preocupar, porque a água fornecida em Porto Alegre obedece a todos os padrões estabelecidos.


Os poluentes que assustam os cientistas


A ciência despertou há pouco para o problema dos contaminantes emergentes. Um dos brasileiros que investigam o tema é o professor Ricardo Luvizotto Santos, do curso de oceanografia da Universidade Federal do Maranhão. Ele estudou o efeito que hormônios femininos como o estrógeno, que chegam aos rios pelo esgoto, têm em populações de peixes. Em um dos trabalhos, Luvizotto cultivou peixes em água retirada do Rio Monjolinho, em São Carlos (SP). Em outro, coletou tilápias do Rio Bacanga, de São Luís (MA). Nos dois casos, descobriu que os machos passaram a produzir proteínas tipicamente femininas.


– Esse processo de feminilização pode trazer consequências sérias na capacidades da reprodução das espécies que vivem em rios poluídos – explica.



O que ainda não está claro é o impacto que consumir água com hormônios femininos pode ter na saúde humana.



– Há indícios de que os hormônios na água possam estar associados a câncer de colo do útero, de próstata e de mama, endometriose, puberdade precoce nas meninas, diminuição do tamanho do pênis e redução da contagem de espermatozoides – afirma Luvizzoto.



A análise de contaminantes como os hormônios não figura na portaria 2.914, publicada no ano passado para regular a qualidade da água no país. Ellen Pritsch, integrante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), afirma que ainda não há elementos para justificar a medição de contaminantes emergentes na água tratada.



– Analisamos alguns dos estudos, mas não foram suficientes para motivar uma obrigatoriedade, do Oiapoque ao Chuí, de se fazer uma série de provas adicionais. Há uma infinidade de compostos que podem aparecer – justifica.



O texto da portaria, no entanto, prevê a possibilidade de análises complementares se houver suspeita de contaminação.


De fotógrafo de casamentos a senhor das bombonas


Até 2004, Marcos Netto era um fotógrafo profissional sediado em Canoas, com duas décadas de experiência no registro de casamentos e outros eventos sociais. Uma seca feroz mudou seu destino.


O Guaíba baixara e fora tomado por algas. Das torneiras da Capital, passou a jorrar um líquido malcheiroso e com gosto de terra. O pai de Marcos, Artur de Souza Netto, fundador da água mineral Itati, começou a vender bombonas como nunca. A empresa mudou de patamar da noite para o dia. A produção dobrou – para não baixar mais. Artur convocou o filho para ajudar a pôr ordem na administração.



– O problema do gosto da água foi um fator decisivo na mudança de comportamento do consumidor de Porto Alegre. De uma hora para outra, centenas de milhares de pessoas começaram a procurar uma alternativa de água para beber e cozinhar. Elas incorporaram a água mineral ao dia a dia e não voltaram para a torneira – diz Marcos, hoje com 48 anos e diretor administrativo da Itati, com sede em Canoas.



Antes da crise das algas se tornar um problema crônico na Capital, a água mineral ainda era vista mais como um produto benéfico para a saúde, pela presença de componentes como o lítio e o cálcio, do que como primeira opção para matar a sede. De lá para cá, virou item de primeira necessidade e presença indispensável nos carrinhos de supermercado. A Itati só não cresceu mais porque o mercado foi inundado por outras marcas.



– Dezenas de empresas descobriram que podiam ganhar dinheiro vendendo água – conta o empresário.



Algas no Guaíba, alta nas vendas



Há duas situações que fazem Marcos prever com precisão a explosão nas vendas. A primeira delas é a chegada de uma onda de calor. Se a temperatura passa de 30°C, ele sabe que exatamente 48 horas depois a procura pelo seu produto vai se multiplicar. É como um relógio. No dia do calor, o consumidor termina a água que ainda tem em casa. No seguinte, encomenda uma nova bombona ao distribuidor. No terceiro dia, o distribuidor vai até a indústria para repor seus estoques.



A outra situação que se reflete em aumento certo da procura é a proliferação de algas no Guaíba. Nos períodos em que a água tratada em Porto Alegre está com gosto ruim, a Itati vende pelo menos 50% a mais (a empresa mantém sigilo sobre seu volume de produção).



– Neste ano, o consumo ainda não caiu depois do verão, em parte por causa do problema no Guaíba. Esse pessoal das companhias de saneamento, como o Dmae e a Corsan, são verdadeiros heróis. Pegam esgoto e transformam em água potável. Mas pagam o preço do sabor e do cheiro – avalia Marcos.



A Indústria e Comércio de Bebidas Araçá, fabricante da Itati, entrou no negócio de água mineral por acaso. Foi fundada há 50 anos por Artur de Souza Netto e dois irmãos para fabricar cachaça e vinho. O principal produto era a caninha Araçá, que teve o cantor Teixeirinha como garoto-propaganda. Em 1978, a empresa mudou suas instalações para o bairro Marechal Rondon, em Canoas, e descobriu uma fonte de água mineral no local, ao perfurar o solo para fazer um poço. Em 1982, pôs no mercado a água Itati. Três anos depois, encerrou a produção das outras bebidas. A água já respondia por quase todo o faturamento.



De fotógrafo de casamentos a senhor das bombonas


Até 2004, Marcos Netto era um fotógrafo profissional sediado em Canoas, com duas décadas de experiência no registro de casamentos e outros eventos sociais. Uma seca feroz mudou seu destino.


O Guaíba baixara e fora tomado por algas. Das torneiras da Capital, passou a jorrar um líquido malcheiroso e com gosto de terra. O pai de Marcos, Artur de Souza Netto, fundador da água mineral Itati, começou a vender bombonas como nunca. A empresa mudou de patamar da noite para o dia. A produção dobrou – para não baixar mais. Artur convocou o filho para ajudar a pôr ordem na administração.



– O problema do gosto da água foi um fator decisivo na mudança de comportamento do consumidor de Porto Alegre. De uma hora para outra, centenas de milhares de pessoas começaram a procurar uma alternativa de água para beber e cozinhar. Elas incorporaram a água mineral ao dia a dia e não voltaram para a torneira – diz Marcos, hoje com 48 anos e diretor administrativo da Itati, com sede em Canoas.



Antes da crise das algas se tornar um problema crônico na Capital, a água mineral ainda era vista mais como um produto benéfico para a saúde, pela presença de componentes como o lítio e o cálcio, do que como primeira opção para matar a sede. De lá para cá, virou item de primeira necessidade e presença indispensável nos carrinhos de supermercado. A Itati só não cresceu mais porque o mercado foi inundado por outras marcas.



– Dezenas de empresas descobriram que podiam ganhar dinheiro vendendo água – conta o empresário.



Algas no Guaíba, alta nas vendas



Há duas situações que fazem Marcos prever com precisão a explosão nas vendas. A primeira delas é a chegada de uma onda de calor. Se a temperatura passa de 30°C, ele sabe que exatamente 48 horas depois a procura pelo seu produto vai se multiplicar. É como um relógio. No dia do calor, o consumidor termina a água que ainda tem em casa. No seguinte, encomenda uma nova bombona ao distribuidor. No terceiro dia, o distribuidor vai até a indústria para repor seus estoques.



A outra situação que se reflete em aumento certo da procura é a proliferação de algas no Guaíba. Nos períodos em que a água tratada em Porto Alegre está com gosto ruim, a Itati vende pelo menos 50% a mais (a empresa mantém sigilo sobre seu volume de produção).



– Neste ano, o consumo ainda não caiu depois do verão, em parte por causa do problema no Guaíba. Esse pessoal das companhias de saneamento, como o Dmae e a Corsan, são verdadeiros heróis. Pegam esgoto e transformam em água potável. Mas pagam o preço do sabor e do cheiro – avalia Marcos.



A Indústria e Comércio de Bebidas Araçá, fabricante da Itati, entrou no negócio de água mineral por acaso. Foi fundada há 50 anos por Artur de Souza Netto e dois irmãos para fabricar cachaça e vinho. O principal produto era a caninha Araçá, que teve o cantor Teixeirinha como garoto-propaganda. Em 1978, a empresa mudou suas instalações para o bairro Marechal Rondon, em Canoas, e descobriu uma fonte de água mineral no local, ao perfurar o solo para fazer um poço. Em 1982, pôs no mercado a água Itati. Três anos depois, encerrou a produção das outras bebidas. A água já respondia por quase todo o faturamento.



A ascensão da gourmet


A popularização do consumo de água mineral foi tão grande nos últimos anos que já começam a surgir nichos de mercado. De Belém Velho, na zona sul da Capital, sai a Versant, uma “água gourmet”. Vendida em garrafas com desenho diferenciado, promete não interferir na apreciação do sabor de alimentos e vinhos, devido ao equilíbrio de seus minerais.


Jorge Renner, 51 anos, sócio da holding que criou a Versant, afirma que a crise do sabor na água do Dmae colaborou na abertura desse mercado. Ao migrar para as bombonas de 20 litros para fugir do gosto de terra, o público descobriu um novo mundo. O passo seguinte foi não se contentar com qualquer água mineral.



– Antes havia o conceito de que água era tudo igual. A situação das algas valorizou o produto. Com o tempo, o consumidor foi aprimorando o gosto e ficou mais exigente – afirma.



A holding proprietária da Versant fez estudos de mercado e detectou a tendência de aumento do consumo. Desde 2007, a empresa cresce entre 35% e 40% ao ano. Produz 4 mil litros por hora, engarrafados em sete mil unidades. Nada de bombonas – a opção é por embalagens menores.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Procon Bahia autua pontos de venda de água mineral em Salvador


 

Procon Bahia autua pontos de venda de água mineral em Salvador

Após denúncias de consumidor, o órgão resolveu investigar a suspeita de clandestinidade na produção

O Procon Bahia (Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor) atuou na terça-feira (8), três pontos de venda de água mineral nos bairros do Uruguai e Jardim Cruzeiro, na Cidade Baixa de Salvador. As notificações foram motivadas por denúncia de consumidor, que encontrou inseto em um garrafão que estava com lacre violado, gerando a suspeita de clandestinidade na produção.

A apuração da denúncia ocorreu em parceria com a Delegacia do Consumidor e a Vigilância Sanitária. Nos estabelecimentos Mercearia do Vitório e Panificadora Só Pão, foram identificadas irregularidades como: ausência do Código de Defesa do Consumidor e dos preços dos produtos em locais visíveis; garrafões em contato direto com o solo, vencidos e com vazamento; água mineral vencida; além de sujeira no local em que são armazenados os produtos.

Em um terceiro local visitado no bairro do Uruguai, que não possuía nome, os produtos também foram encontrados nas mesmas condições. Os estabelecimentos terão prazo de 10 dias para apresentar defesa no Procon e responderão a processo administrativo.

Para verificar se os produtos estavam sendo produzidos clandestinamente, a Delegacia do Consumidor recolheu ainda três garrafões da marca denunciada (Mil Fontes) para perícia e vai comprovar se os produtos estão ou não impróprios para consumo. Já a Vigilância Sanitária, além de autuar os estabelecimentos, descartou alguns garrafões de água mineral encontrados no ponto de venda. Do Metro1.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Rio e São Paulo aplicam novas regras para uso de bicicletas

 
O espaço dos ciclistas deve ser respeitado, mas esta não é a única obrigação do motorista. l Foto: ©Mayra Rosa/CicloVivo
 
Rio de Janeiro e São Paulo passam por uma fase de discussões e mudanças a respeito do uso de bicicletas. A capital paulista multará quem colocar em risco à vida dos ciclistas no trânsito. No Rio, o debate gira em torno das bikes elétricas.

As multas serão aplicadas a partir desta segunda (14) pela prefeitura de São Paulo. Os agentes, que passaram por treinamento, sairão de bike pelas ruas para fazer a vistoria. Com o aumento na fiscalização, espera-se que melhore a relação entre motoristas e ciclistas.

O espaço dos ciclistas deve ser respeitado, mas esta não é a única obrigação do motorista. Os fiscais multarão também os que dirigirem sem atenção, de maneira que force o ciclista a mudar o trajeto ou a frear bruscamente, a pena é de R$ 53,20 e três pontos na carteira. Os que não reduzirem a velocidade ao ultrapassar uma pessoa que anda de bike levarão multa de cinco pontos e R$ 127,69. Há ainda a pena de R$ 85,13 e quatro pontos aos que fecharem a passagem do ciclista.

Todas estas punições só serão aplicadas se o ciclista respeitar as regras de trânsito. O motorista não pode ser punido, por exemplo, se algumas dessas infrações ocorrerem enquanto o ciclista estiver pedalando no meio dos carros.

Já a inspeção das bicicletas elétricas no Rio está causando polêmica. Isto porque a prefeitura e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) têm posições divergentes. Ainda há confusão se a bicicleta elétrica deve ser considerada um ciclomotor ou uma bicicleta comum.

O Denatran afirma que ela é um ciclomotor, portanto, quem usa a elétrica precisa estar de capacete, habilitação e ter licenciamento do veículo. Por conta disso, o cinegrafista Marcelo Toscano, entrevistado pelo Jornal Nacional, teve sua bicicleta apreendida há duas semanas e foi multado em R$ 1,7 mil e ainda levou 21 pontos na carteira de motorista. Ele conseguiu recuperá-la no último sábado (12). A punição foi aplicada por agentes da Lei Seca que agiram com base nas recomendações do Denatran.

A prefeitura do Rio, por sua vez, é contra as normas do Denatran, que é um órgão do estado, e publicou um decreto no início da semana passada afirmando que a elétrica é igual à comum. Porém, o Denatran não reconheceu a ordem como válida.

“Eu tenho certeza que o decreto municipal é correto. É inaceitável que em pleno século 21 a gente crie constrangimentos ou burocracia para as pessoas andarem de bicicleta”, defende o prefeito do Rio, Eduardo Paes. A única exigência do município é que o piloto não passe dos 20 quilômetros por hora na ciclovia e tenha mais de 16 anos.

De acordo com o especialista em direito constitucional, o advogado Manoel Messias, o ciclista está protegido pela lei. “Hoje o usuário está garantido tanto no âmbito municipal quanto no estadual. O usuário da bicicleta tem hoje segurança jurídica para pedalar”.

Apesar de não considerar válido o decreto, o Denatran ainda não se manifestou sobre qual providência será tomada pelo órgão. Com informações do Jornal Nacional.

Redação CicloVivo

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fruki pretende ter a água mais consumida do RS em cinco anos



A Fruki foi a única empresa do Rio Grande do Sul a receber troféu ouro no Programa Gaúcho de Qualidade (PGQP) em 2011. A empresa ainda foi apontada como o nono melhor ambiente de trabalho no Estado. Conforme o diretor-presidente, Nelson Eggers, a empresa levou oito anos para chegar nesse patamar. Para 2012, uma das metas é diminuir gastos com água e energia elétrica. A ideia é não ultrapassar o consumo de 0,058 quilowatts de energia elétrica e 1,48 litro de água por litro de bebida produzido.

A Fruki pretende crescer 14% em faturamento e 8% em volume, o que representa 200 milhões de litros de bebida. O refrigerante produzido em Lajeado representa 13% do mercado gaúcho, a água 18% e o consumo de energético se aproxima de 50%. A projeção de Eggers é de que, em 2016, o refrigerante da Fruki seja o segundo mais consumido no Estado e, em cinco anos, a Água da Pedra seja a primeira do ranking de consumo de água mineral.

Estão nos planos da empresa lajeadense a construção do centro de distribuição em Canoas, num terreno de 40 mil metros quadrados. Serão 15 mil metros quadrados de área construída e um estacionamento que comportará 200 caminhões. A planta para um novo projeto está andamento. Neste final de semana, Eggers viaja para a Europa a fim de conhecer fornecedores de matérias primas e outras plantas.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Comissão aprova diferenciação entre águas mineral e adicionada de sais


Arquivo/ Gustavo Lima
Perondi: atualmente, a diferenciação entre os tipos de água não está clara.

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (4) as emendas do Senado ao Projeto de Lei 1014/03, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que define parâmetros e padrões para estabelecer diferenças entre a água mineral e as águas preparadas com adição de sais ou de vitaminas e minerais.


A proposta já havia sido aprovada pela Câmara em 2010, mas voltou a ser analisada na Casa porque foi aprovada com alterações pelos senadores.O Senado, para corrigir uma inconstitucionalidade por vício de iniciativa, retirou a previsão de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentar a água adicionada de vitaminas e minerais, categoria criada pela proposta, em até seis meses. Sob o mesmo argumento, outra emenda excluiu do Ministério da Saúde a atribuição de estabeceler, para as águas com sais ou vitaminas, os mesmos parâmetros de exigência da água potável.


O relator na comissão, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), lembrou que a água mineral e a água com sais são mercadorias distintas e essa diferenciação não está clara atualmente.


Conceitos
O projeto classifica como "água adicionada de sais" ou "água adicionada de vitaminas e minerais" a bebida que tenha sido processada artificialmente, com a adição de produtos químicos. Entre outros parâmetros, os teores máximos de vitaminas e minerais adicionados à água não deverão ultrapassar os limites definidos para os alimentos adicionados de nutrientes essenciais (os chamados alimentos enriquecidos). Por sua vez, os nutrientes utilizados na fabricação da água devem estar presentes em concentrações que não impliquem ingestão excessiva ou insignificante do nutriente adicionado, conforme as necessidades do consumidor.


Já a água mineral, conforme o texto aprovado, é aquela provida pela própria natureza e deve ser retirada diretamente da fonte e envasada sem o acréscimo de quaisquer substâncias.


Tramitação 
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Palhoça é destaque no mercado de águas minerais



Texto e fotos: Ana Paula Flores
Empresas localizadas nos bairros Guarda do Cubatão e Pedra Branca preservam a saúde e o meio ambiente
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Um ranking realizado entre 16 águas minerais brasileiras realizado no ano passado colocou a Água Mineral Santa Catarina na segunda posição. A pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) comprovou a qualidade na produção da empresa que existe em Palhoça há 85 anos. Fundada em 1927 pelo empresário Jacob Vilain Filho, que dá nome a um das principais ruas da Guarda do Cubatão, a empresa possui uma carteira de mais de três mil clientes fidelizados no Estado e nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Curitiba.
Outro destaque é o fato de a empresa ser a única no Estado que ainda mantém o envase de água em garrafas de vidro. A atitude ecologicamente correta, de acordo com o gerente de produção, Sérgio Pires, atraiu a atenção de países europeus e da Austrália, cujos representantes este ano já visitaram a empresa com o objetivo de importar água para seus países de origem. Pires explica que o interesse desses países se justifica pelo vidro ser considerado uma embalagem mais sofisticada, além de reduzir a formação de lixo, já que se trata de uma embalagem retornável.
Situada em um terreno de cerca de 40 hectares, a fonte está localizada aos pés do Morro do Cambirela, em uma profundidade média de quase 100 metros. A área é ambientalmente protegida, por estar incluída no Parque da Serra do Tabuleiro.
Segundo o gerente de vendas, Paulo Marcos Stopassoli, os principais objetivos da empresa para 2012 são a ampliação da estrutura e a renovação do maquinário. Outra meta é ampliar a produtividade. Atualmente, 72 funcionários de Palhoça e da Grande Florianópolis atuam na empresa, sendo 44 deles na área de produção.
Antigamente vendida em farmácias por suas propriedades terapêuticas, de acordo com a química responsável Deisi Maria Valentim, a água mineral Santa Catarina possui 30 dos principais sais minerais necessários ao bom funcionamento do organismo, além de ser considerada uma água mesotermal, cuja temperatura na fonte chega a 34° Celsius.



Serviço: 

A sede da empresa, que possui jardins, gruta e capela, está aberta para visitação pública de quarta a domingo, das 8 às 17 horas. Contato: 3342-0172.




Água Mineral Pedra Branca investe em sustentabilidade:

Prestes a comemorar um ano de fundação, a Água Mineral Pedra Branca entrou no mercado engajada com o conceito de sustentabilidade. A engarrafadora criada em abril do ano passado faz parte do Grupo Pedra Branca, que nos últimos dois anos percebeu a oportunidade de investimento no mercado de água, cujo crescimento no consumo teve um aumento 10 % maior em relação a outras bebidas, como refrigerante e cerveja.
A empresa foi pioneira em degustação de águas na região, oferecendo aos clientes de uma rede de supermercados a oportunidade de escolher a água a ser ingerida, considerando, além de outros fatores, a composição química equilibrada.
De acordo com a diretora administrativa, Nádia Kristina Costa, o parque industrial da empresa é ecologicamente correto, já que a instalação de máquinas novas reduz o uso de energia e exige menos lubrificação.
Um exemplo é o uso de ventilador de ar ao invés de esteira para empurrar as embalagens ao longo do processo de envase, reduzindo o consumo de energia. Além disso, ela explica que a lavação dos garrafões de 20 litros acontece com reuso da água no último estágio, quando o mesmo é enxaguado com a própria água mineral. Nesse caso, a água retorna ao ciclo anterior, onde acontece a lavagem com produtos químicos. Essa ação reduz em até 30% o uso de água na lavagem dos garrafões.
Outra iniciativa que contribui para a sustentabilidade é a produção e rotulagem das garrafas: em uma linha independente, a fábrica produz suas próprias embalagens, por meio de um molde plástico que é submetido ao sopro com ar comprimido. Ao sair desse estágio a embalagem recebe o rótulo, que consome menos matéria-prima: ele não contorna toda a garrafa, ao contrário das embalagens comuns.
Com duas linhas de envase, uma para os descartáveis pequenos e outra para os maiores, de 6 e 20 litros, a fábrica conta com 45 funcionários, 30 deles atuando no setor de produção e expedição. Com isso, a empresa está preparada para envasar até 20 mil litros de água por hora, com base em uma garrafa de 500 ml.
O objetivo até o final de 2012 é envasar 1 milhão de embalagens por mês. Projetada com modernas técnicas de construção, a área de envase tem piso e paredes de vidro próprios da indústria farmacêutica, mais resistentes à contaminação em comparação aos exigidos na indústria alimentícia.



Projeto piloto nas escolas:

A empresa começa este mês um projeto piloto que prevê visitas guiadas com alunos de 8 a 11 anos de escolas de Palhoça. O objetivo é fazer com que as crianças entendam o processo de produção de água engarrafada e associem o consumo do produto à saúde e qualidade de vida. Informações pelo telefone: 3342-5500.

Mudança no Seguro Desemprego

Um decreto publicado na terça-feira (17) mudou as regras para concessão do seguro-desemprego, endurecendo os critérios para quem pede o benefício pela terceira vez em menos de dez anos. A regra surge em um momento de queda no desemprego e alta na concessão do seguro.A seguir, saiba mais sobre a mudança:

A NOVA REGRA



Se o desempregado pede o seguro pela terceira vez dentro de um período de dez anos, ele poderá ser obrigado a fazer um curso que seja habilitado pelo Ministério da Educação.


O CURSO



O curso pode ser de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional. A carga mínima será de 160 horas.


A MATRÍCULA



A concessão do seguro-desemprego será condicionada à comprovação de matrícula e frequência no curso. Se o trabalhador recusar a pré-matrícula, o seguro poderá ser cancelado. Também poderá perder o benefício caso não realize a matrícula efetiva na instituição de ensino, no prazo estabelecido; ou caso não compareça ao curso em que estiver matriculado.


REGRA AINDA NÃO ESTÁ EM VIGOR



A regra consta no decreto presidencial 7.721, publicado no "Diário Oficial da União" de 17 de abril, que regulamenta a lei 12.513 – que criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Segundo o Ministério do Trabalho, a regra ainda não está em vigor, uma vez que ainda falta ser publicada uma regulamentação posterior.


CURSO GRATUITO



De acordo com o decreto presidencial, o cursos serão ofertados por meio da Bolsa-Formação Trabalhador, concedida no âmbito do Pronatec, ou de vagas gratuitas na rede de educação profissional e tecnológica. O Ministério do Trabalho, que será responsável por orientar os trabalhadores aos cursos de formação, informou que não será cobrada nenhuma taxa.


PROJETO-PILOTO



O Ministério do Trabalho informou ainda que um projeto-piloto começará a funcionar, na próxima segunda-feira (23), em João Pessoa e Campina Grande, ambos municípios da Paraíba. Nesses casos, porém, ainda não será obrigatória a participação nos cursos. Eles serão apenas "indicados" para os trabalhadores.


O QUE É O SEGURO-DESEMPREGO



O seguro-desemprego tem por objetivo "prover assistência financeira temporária" a trabalhadores desempregados sem justa causa, e auxiliá-lo na manutenção e na busca de emprego, provendo para tanto, ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional. A assistência financeira é concedida em no máximo cinco parcelas, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de dezesseis meses.O valor mínimo do seguro-desemprego é o salário mínimo, atualmente em R$ 622. Para se calcular o valor, é preciso aplicar um multiplicador ao salário médio dos três últimos meses trabalhados. Caso o trabalhador receça até R$ 1.026,77, o salário médio será multiplicado por 0.8 (80%). Se o salário for de R$ 1.026,78 a R$ 1.711,45, o que exceder a R$ 1.026,77 multiplica-se por 0.5 (50%), e soma-se R$ 821,41. Para salários acima de R$ 1.711,45, o valor da parcela será de R$ 1.163,76 invariavelmente.  FONTE: G1 

sábado, 28 de abril de 2012

Aumenta consumo de Água Mineral entre os Gaúchos

Límpida, água mineral que conquista o Brasil com modelo de sustentabilidade





A Límpida já conquistou vários prêmios no Ceará e no Nordeste em reconhecimento à sua forma sustentável de atuar, como o Sesi de Qualidade do Trabalho. Ao olhar para trás e vendo as conquistas  no presente, Vicente faz o balanço: “Comecei essa empresa com meu esforço. Já fui até pedreiro e servente no meu próprio negócio. Não acreditavam e ironizavam nosso trabalho. Hoje, gero empregos e somos uma empresa modelo”.
 Na região do Aquiráz, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará, nasce a fonte Riacho Doce, onde brota uma das águas mineral mais pura do País. É a Límpida, produto que vem conquistando a preferência popular da Região, empresa mineradora que já conquistou vários prêmios no Ceará e no Nordeste, em reconhecimento à sua forma sustentável de atuar.
Conforme o seu proprietário, Vicente Guilherme Rios Aguiar, a empresa já planeja exportar água para países em várias regiões do mundo. Surgida há 10 anos, a Límpida é responsável por 150 empregos e envasa cerca de 100 mil garrafões por mês. O rio Riacho Doce atravessa o sítio Ue Ue, e dá nome a sede industrial da Fonte que produz a Água Mineral Natural Límpida.
Como surgiu
Uma pesquisa casual detectou lá um manancial abundante de água mineral da melhor qualidade. Foi esse descobrimento que fez que o proprietário desse sítio, Vicente Aguiar, iniciar um longo processo para conseguir com as autoridades competentes, a Lavra que oficializara e autorizara a exploração dessa importante reserva de água. Foram quatro anos de espera até a emissão da Portaria de Lavra No 9, emitida em 04/01/2002.
Vicente era até então um comerciante bem sucedido e criou um projeto em relação a esse descobrimento; ter uma marca de água mineral que fosse de encontro aos consumidores, levando um produto que tivesse como sinônimo a qualidade e que levasse garantias a um mercado já explorado nesse momento por muitas marcas e muitas dúvidas. A Límpida tem como uma meta importante, levar ao conhecimento do mercado a importância e a responsabilidade de velar pela sua própria saúde
Esforço pessoal
Vicente faz o balanço: “Comecei essa empresa com meu esforço. Já fui até pedreiro e servente no meu próprio negócio. Não acreditavam e ironizavam nosso trabalho. Hoje, gero empregos e somos uma empresa modelo”. O Parque industrial da Limpida é rodeada de verde, um ambiente natural há 45 km de Fortaleza.
Desde a sua chegada até a produção na fonte, as embalagens que chegam do mercado passam por um rigoroso processo de recepção e inspeção física.  E é feito uma lavagem com produtos químicos, conforme determinação do Ministério da saúde.
Em seguida é feito uma lavagem mecanicamente automática. Onde é feito uma lavagem completa para eliminar qualquer produto residual. E finalmente passa por uma camara de ozônio para completar a esterilização. Todo o processo de  enchimento dos garrafões é automático. A empresa possui um laboratório para analisar  e oferecer uma água de primeira qualidade.
Meio Ambiente
A direção da empresa tem uma preocupação intensa com o meio ambiente. Devido à sua política sócio-ambiental desenvolvido pela mineradora, a Limpida tem sido  destaque constante no mercado, recebendo reconhecimento de entidades sanitárias e governamentais com a entrega de  diversos prêmios e certificados.
Foi a primeira empresa do Ceará a receber o Selo Internacional de Qualidade.  Na operacionalização do seu negócio, a Límpida planeja desde o tratamento dos resíduos sólidos até o bem-estar de seus funcionários. O mundo, nos últimos anos, vem despertando para a sustentabilidade. Neste ano, em junho,será realizado no Rio de Janeiro, a Rio +20, evento que vai reunir autoridades  do mundo todo em torno da preservação do meio ambiente.
E o empresário destaca: “No nosso caso não poderia ser diferente. Precisamos ter todo o cuidado para lidar sustentavelmente com a água, sem contaminar as nascentes”. E acrescenta: “Acreditamos em empresas que cuidam da natureza e das pessoas”.Localizada em uma área onde não existem redes de esgotos, a empresa tem como preocupação prioritária não contaminar o solo. Nos banheiros da Límpida existem caixas de concreto onde se armazenam os resíduos sólidos. Depois de guardados, eles seguem para uma rede de tratamento.
A Límpida enfoca a economia e a reciclagem em seus processos produtivos. Como os galões de água são retornáveis, passam pela limpeza com produtos químicos antes de servirem novamente para o armazenamento de água. Funcionários da empresa desenvolveram em sua instalação uma estação de tratamento para livrar o líquido dos produtos químicos. Depois de tratada, a água serve para funções como limpeza e para regar plantas. “Essa operação nos permite uma economia em torno de 30% com água”, contabiliza o empresário.
A Límpida já conquistou vários prêmios no Ceará e no Nordeste em reconhecimento à sua forma sustentável de atuar, como o Sesi de Qualidade do Trabalho. Ao olhar para trás e vendo as conquistas no presente, Vicente faz o balanço: “Comecei essa empresa com meu esforço. Já fui até pedreiro e servente no meu próprio negócio. Não acreditavam e ironizavam nosso trabalho. Hoje, gero empregos e somos uma empresa modelo”.
Fonte: Jornal do Comércio do Ceará

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fiscalização da água mineral


ObservadorAffonso Ritter aritter@via-rs.net

Observador
Notícia da edição impressa de 23/04/2012









         A Smic é a responsável pela fiscalização dos estabelecimentos que vendem água mineral, seu licenciamento, comércio, distribuição e armazenamento. E, mesmo tendo dobrado as vistorias, o número de autuações e notificações vem caindo, escreve a coordenadora de comunicação Melina Fernandes, a propósito de nota da coluna alertando sobre o transporte da água, sem proteção contra o sol. Já o alvará sanitário, que confere a qualidade, é atribuição da Vigilância de Alimentos da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde. Neste caso, seus fiscais dependem das denúncias da população, o que ocorreu só uma vez este ano quando foram constatados problemas encaminhados ao Estado.

Alagoinhas ganha fábrica de água mineral



         Em reunião na tarde desta segunda-feira (26), o secretário de Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), James Correa, garantiu ao deputado Joseildo Ramos (PT) a instalação de uma fábrica de água mineral do grupo Coca-Cola no município de Alagoinhas, a 108 km de Salvador. O protocolo de intenções entre o governo estadual e a “Norsa” será assinado no dia 11 de abril.

Fonte: Bahia Notícias

Reportagem sobre o SELO FISCAL nos garrafões de Água Mineral em Sergipe

Livros para Tablets

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Nova Embalagem Água Mineral Imperatriz


Secretaria divulga lista de águas envasadas autorizadas


A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulga mensalmente as águas envasadas autorizadas a serem comercializadas no Estado. Na última atualização, de 6 de março de 2012, constam 13 marcas de água mineral e 23 águas adicionadas de sais liberadas para o consumo.

São águas que passaram por um processo de coleta e análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Ceará (Lacen), unidade da rede estadual de Saúde, e estão de acordo com padrões sanitários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

“Temos um controle e monitoramento. Todos os meses, quatro ou cinco empresas são monitoradas de cada categoria. Vamos ao poço, vamos à empresa no envasamento e colhemos as amostras, que são encaminhadas para o Lacen. Quando o resultado dá insatisfatório, não quer dizer que a empresa vai fechar, não. A gente notifica a empresa e recolhe todo o lote do comércio. Não é frequente, mas acontece. A questão é a manipulação e boas práticas”, explicou Gerarda Cunha da Silva, supervisora de Vigilância Sanitária da Sesa.

O coordenador de Promoção e Proteção da Saúde da Sesa, Manoel Fonseca Neto, destaca os cuidados que a população deve ter com as águas envasadas. “A água da Cagece é tratada. Essas águas envasadas surgiram no período de uma seca enorme, na epidemia de cólera, há mais de 10 anos. O certo seria usar a água da Cagece e as águas naturais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resolveu autorizar a comercialização de águas adicionadas de sais e isso criou um mercado”, explica. (AJ)

O POVO Online
Veja a lista de águas envasadas que podem ser comercializadas no Ceará www.saude.ce.gov.br/index.php/lista-de-aguas-envasadas.