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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nestlé fortalece distribuição e adquire nova fonte de água

por Françoise Terzian (fterzian@brasileconomico.com.br)



Ivan Zurita, presidente da Nestlé Brasil: "Vamos tratar de ganhar a liderança no mercado"










A venda de água mineral transformou-se em um negócio bilionário para a Nestlé Waters, empresa do grupo Nestlé. Suas 64 marcas em 36 países renderam um faturamento de R$ 13,4 bilhões em 2009.


O Brasil, contudo, não é tão expressivo no balanço global da Nestlé Waters. No ano passado, por exemplo, a América Latina, respondeu por 3,2% das vendas da empresa.

Futuramente, no entanto, o cenário poderá mudar. Com o bordão "o segundo lugar é o primeiro perdedor", Ivan Zurita, presidente da Nestlé Brasil, adquiriu há cerca de um mês uma fonte de água mineral a 27 quilômetros de São Paulo, entre Perus e Cajamar.

Há dois anos, a fabricante de alimentos já havia comprado a Águas de Santa Barbara, fonte de água mineral pertencente ao empresário Antonio Carlos Curiati. A companhia não descarta a compra de outras fontes de água.

A Nestlé não revela o dono da fonte recém-adquirida nem o valor pago, mas admite que o objetivo é aumentar sua distribuição em São Paulo. "Estamos investindo rápido para poder expandir nosso negócio de água. Nosso problema não é capacidade, é logística. A Santa Bárbara tem uma capacidade crescente ao longo dos anos", afirma Zurita.

Geograficamente, ele explica que a Nestlé é forte com o produto água — envasado com diferentes rótulos, como Pureza Vital e Levíssima, além de águas importadas como Perrier e San Pellegrino - em São Paulo e no Rio de Janeiro. Seus planos, no entanto, visam a distribuição de água em dimensão nacional.

Atualmente, Zurita calcula que a Nestlé detenha 8,5% do mercado brasileiro de água mineral engarrafada, o que a coloca em terceiro lugar no ranking nacional. Contudo, ele lembra não existir uma medição exata desse mercado, uma vez que há várias versões.

"O mercado brasileiro de água é pulverizado, portanto nossa participação é muito pequena. Vamos tratar de ganhar a liderança, mas isso não acontece de um dia para o outro", afirma Zurita.

O executivo ainda nega que a Nestlé esteja se fortalecendo em águas justamente depois do surgimento da Bonafont, da Danone. A fabricante francesa de iogurtes quer ser grande em água no Brasil. No mundo, o segmento representa 30% do faturamento anual do grupo francês, que é de € 18 bilhões, e cresce por volta de 10% ao ano.

Sobre a representatividade da água na receita da Nestlé, Zurita diz que "tudo é representativo no faturamento". O volume, no entanto, ainda é pequeno. Ele calcula que a bebida responda por 5% das vendas, o equivalente a R$ 800 milhões.

Diante da estratégia mais agressiva, quem sabe um dia, a divisão de águas da Nestlé Brasil possa ser tão representativa quanto é a subsidiária brasileira, a segunda mais importante para o grupo em faturamento, depois dos Estados Unidos.


Emergentes


Embora a matriz suíça comemore sua posição de maior produtora de água engarrafada do mundo em 2009, a questão é que 49,1% das vendas vieram da América do Norte e 39,2% da Europa.

O grupo composto por Ásia, África e Oriente Médio e o time da América Latina, considerados os futuros maiores consumidores da bebida cristalina engarrafada, responderam, no ano passado, por 8,5% e 3,2% da receita, respectivamente.

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