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segunda-feira, 22 de março de 2010

País tem 17 milhões sem acesso à água

País tem 17 milhões sem acesso à águaApenas 9% dos pontos de água do Brasil foram considerados ótimos em estudoPaula Rothman, de INFO Online 22/03/2010


São Paulo - Hoje, 22 de março, é celebrado o Dia Mundial da Água, data estabelecida em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92, que aconteceu no Rio de Janeiro.

O projeto foi baseados no capítulo 18 da Agenda 21, que tem como objetivo geral assegurar a manutenção da oferta adequada de água de boa qualidade para toda a população do planeta e a preservação das funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas.

Na data de hoje, portanto, vale lembrar que, no país que possui 12% do potencial hídrico do planeta, mais de 17 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. O principal desafio do país seria garanti a qualidade, e não a quantidade, da água disponível.

"A questão da quantidade tem sido mais bem enfrentada. Mesmo no Semiárido, hoje os problemas estão sendo resolvidos, com grandes canais, grandes açudes. No Sul e Sudeste, a questão da qualidade sempre apareceu como o grande problema e no Nordeste começa a preocupar", disse o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Varella, à Agência Brasil.

Segundo levantamento realizado em mais de 2 mil pontos de monitoramento em 17 unidades da Federação, apenas 9% dos pontos foram considerados ótimos. Cerca de 70% têm Índice de Qualidade da Água (IQA) considerado bom; 14%, razoável; 5%, ruim; e 2%, péssimo.

O IQA considera níveis de coliformes fecais, temperatura, resíduos e outros aspectos. "Junto das grandes metrópoles, onde há gente demais, mesmo onde tem água, a situação fica complicada. É preciso ter investimentos e uma gestão muito adequada ", diz o diretor.

Entre as áreas críticas estão a Bacia do Alto Tietê (SP), o Rio São Francisco e o Rio das Velhas (MG) e as bacias dos rios Jaguaribe, Cuiá, Cabocó, Mussure (PB).

Além do IQA, o monitoramento da agência mede a qualidade de água pelo Índice de Estado Trófico (IET) e pela estimativa da capacidade de assimilação das cargas de esgotos.

O diretor da ANA calcula que sejam necessários cerca de R$ 20 bilhões para investir na proteção dos mananciais que abastecem os centros urbanos, mas defende uma mobilização da sociedade em favor da conservação e do uso consciente da água. "Os grandes gerentes da água somos nós mesmos. Temos que nos transformar em atores e agir no dia a dia, com mais economia na hora de tomar banho, de lavar o carro", diz.

Desde 1993, os países participantes do Dia Mundial da Água organizam eventos para promover a conscientização sobre o uso dos recursos hídricos. Este ano, o tema para ações é "Água Limpa para um Mundo Saudável" e é possível visualizar um mapa com os eventos que acontecem no mundo todo no site do World Water Day.

No Brasil, estão inscritas atividades no Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e São Paulo

Dia Mundial da Água

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.

Os Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a dedicar o Dia a atividades concretas que promovessem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações da Agenda 21.

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.

A água é um bem precioso e insubstituível. É um elemento da natureza, um recurso natural. Na natureza podemos encontrar a água em três estados: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. Ainda classificando a água ela pode ser: doce, salobra e salgada.

É de domínio público e de vital importância para a existência da própria vida na Terra. A água é um recurso natural que propicia saúde, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos, dos quais se destacam o abastecimento das populações, a irrigação, a produção de energia, o lazer, a navegação.

De acordo com a “Gestão dos Recursos Naturais da Agenda 21, a água pode ainda assumir funções básicas, como:

- Biológica: constituição celular de animais e vegetais.

- Natural: meio de vida e elemento integrante dos ecossistemas.

- Técnica: aproveitada pelo homem através das propriedades hidrostática, hidrodinâmica, termodinâmica entre outros fatores para a produção.

- Simbólica: valores culturais e sociais.


Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável. O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e o maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aqüífero Guarani.

No entanto, essa água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.

Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos. Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km\3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aqüíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes.

Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se hoje essenciais para a manutenção da qualidade de vida dos povos. Se o problema de escassez já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento do país, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros.

O país está tomando medidas concretas para impedir esse futuro, entre elas a criação da Agência Nacional de Águas, a sobreposição do rio São Francisco, adoção de técnicas de reuso de água e construção de infra-estrutura de saneamento, já que hoje 90% do esgoto produzido no país é despejado em rios, lagos e mares sem nenhum tratamento.

Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Assim sendo, o rápido crescimento da população mundial e a crescente poluição, causado também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.

Para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nos países em desenvolvimento. Dados do International Water Management Institute - IWMI mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Diante dessa constatação, cabe lembrar que a água limpa e acessível se constitui em um elemento indispensável para a vida humana e que, para se tê-la no futuro, é preciso protegê-la para evitar o futuro caótico previsto para a humanidade, quando homens de todos os continentes travarão guerras em busca de um elemento antes tão abundante: a água.

Devido à grande expansão urbanística, a industrialização, a agricultura e a pecuária intensivas e ainda à produção de energia elétrica - que estão estreitamente associadas à elevação do nível de vida e ao crescimento populacional - crescentes quantidades de água passaram a ser exigidas.

As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos, os conflitos entre alguns usos e os prejuízos causados pelo excesso de água exigem um planejamento bem elaborado pelos órgãos governamentais, estaduais e municipais, visando técnicas de melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Além das responsabilidades públicas, cada cidadão tem o direito de usufruir da água mas o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente, sem desperdícios, assim dando o valor devido à água.

Use a água racionalmente, a fonte não pode secar!

História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

domingo, 21 de março de 2010

Vale quer preço ''de volta à realidade''

Presidente da empresa diz que preço à vista do minério já é o dobro dos contratos de longo prazo, e que é impossível conviver com a distorção

O Estadao de S.Paulo

Um dia depois de a imprensa chinesa informar que a Vale negocia um reajuste de até 100% no preço do minério de ferro com as siderúrgicas do país, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, afirmou ontem que há uma série de fatores que obrigam a um "reajuste importante". Ele não confirmou, no entanto, o número divulgado pela Associação do Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês). Agnelli citou, como exemplos dos fatores que pressionam o preço, a questão cambial, custos com frete e a disparidade entre os preços praticados no mercado à vista e no de longo prazo.

"O mercado já está praticando uma realidade de preço completamente diferente do que foi o ano passado. Este ano a demanda é muito forte, deve continuar forte pelos próximos três anos, quatro anos. E o aumento de produção não está acompanhando de forma nenhuma o aumento da demanda por minério", ressaltou o presidente da Vale, que participou de eventos ao lado do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). "Então, vamos ter aumento de preço sim, assim como teve aumento de preço do carvão, assim como o preço do aço subiu no mundo inteiro."

Segundo Agnelli, o preço do mercado spot (à vista) "está 100% acima do preço do mercado de longo prazo". Nas negociações com os clientes, a mineradora tem afirmado que não é possível conviver com uma distorção tão grande, ressaltou. "Isso desestimula novos investimentos e tira completamente a competitividade."

"A gente tem de trazer a realidade da nossa produção à realidade do mercado. Não faz sentido nenhum você vender com desconto alguma coisa que você possa vender no mercado à vista com preço bem maior, bem superior."

O presidente da Vale salientou que a empresa ainda não concluiu o processo de negociação com as siderúrgicas e que foi proposto um modelo de "flutuações" de preços trimestrais ou semestrais. "Que garanta de alguma forma uma certa estabilidade para os nossos clientes negociarem com os clientes deles."

Royalties. Em meio à polêmica envolvendo a partilha dos royalties do petróleo, o presidente da Vale reafirmou a discordância com a proposta de elevação da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), espécie de royalties que as mineradoras pagam aos municípios, Estado e União pelo direito de explorar as riquezas minerais.

A proposta do Ministério das Minas e Energia para o novo marco regulatório do setor mineral, enviada ao Congresso na semana passada, deixou de fora a questão dos royalties que, além de causar polêmica entre as empresas, ainda encontra resistência na pasta da Fazenda, pois prevê também a redução de outros impostos para que seja mantida a competitividade. Em 30 dias, os dois ministérios deverão concluir estudos para definir se haverá ou não mudanças nos royalties cobrados no setor.

Perguntado sobre as declarações do ministro Edison Lobão, que na última quarta-feira reiterou a opinião de que as alíquotas da CFEM pagas pelas mineradoras são baixas, Agnelli reagiu com certa irritação.

"Eu acho que o ministro Lobão não conhece bem o que é o desafio de uma mineração, o que é o mercado internacional, onde você disputa", disse, ressaltando que a conta acabará sendo paga pelo consumidor. "Hoje a gente está num nível de carga tributária extraordinariamente elevado", reclamou.

Ao Estado, o presidente da Vale, contudo, considerou que houve "alguma evolução" na proposta encaminhada ao Congresso, considerada "não hostil". Anfitrião durante uma visita às obras do Memorial Minas Gerais, patrocinado pela Vale, Aécio, no entanto, demonstrou descontentamento com a retirada dos royalties da proposta encaminhada ao Congresso. Segundo ele, os recursos pagos atualmente são "irrisórios". "É uma discussão que nós ainda temos de aprofundar no Congresso Nacional."

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ypióca, da cachaça, investe em água e medicamentos

Quando o português Dario Telles de Menezes começou a produzir cachaça no interior do Ceará, em Maranguape, na metade do século 19, armazenava a bebida em pequenos barris, ancorados no lombo de jumentos. A vizinhança do sítio Ypióca (terra-roxa, em tupi-guarani) comprava a aguardente a granel, usando um recipiente de cinco litros, a "canada", como medida. Quase dois séculos depois, o bisneto Everardo Telles, presidente da Ypióca - uma das maiores fabricantes de cachaça do mundo, que em agosto inaugura a sua sexta fábrica, fruto de um investimento de R$ 120 milhões - voltou a distribuir bebida a granel. Mas dessa vez o produto atende pela singela fórmula de "H2O". Um caminhão tanque de inox leva a água diretamente da fonte mineral até um reservatório, também de inox, instalado em prédios de médio e alto padrão de Fortaleza. O consumidor degusta a bebida em três temperaturas diferentes: quente, ambiente e gelada.

Diversificar a produção e investir em ideias inovadoras é a proposta do "doutor Everardo" - como é conhecido o engenheiro agrônomo que há quase 40 anos preside o Grupo Ypióca. O empresário de 66 anos, três mulheres, seis filhos (o caçula com um ano e meio) e quatro netos avança em novas frentes. "Qualquer dependência é um risco e quanto menos nossa receita estiver concentrada na venda de cachaça, melhor", diz o cearense de fala mansa, que adora pilotar helicópteros. "Não existe melhor instrumento de trabalho para um empresário acompanhar seus negócios". E são muitos: o grupo, que faturou R$ 300 milhões no ano passado, explora atividades em setores que vão de embalagens plásticas à criação de peixes, passando pelo etanol e papelão. Esses outros negócios, fora do produto principal, já representam um quarto da receita do grupo.

Embora ocupe o segundo lugar no ranking de vendas do segmento em valor segundo a Nielsen (só perde para a 51, da Companhia Müller de Bebidas), a Ypióca atua em um mercado delicado. "As restrições ao consumo vêm crescendo", diz Telles. Daí a investida em novas ideias. O empresário já aplicou R$ 20 milhões nos últimos oito anos na pesquisa de um medicamento contra o câncer, por meio da Amazônia Fitoterápicos, da qual detém 55% de participação, em sociedade com cientistas brasileiros. A droga, à base da planta avelós, está sendo testada desde o ano passado em pacientes do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ir ao mercado.

Outro desafio a que se dedica no momento é a distribuição de água mineral a granel em condomínios residenciais, por meio da empresa Central Naturágua, criada a partir da sua fabricante de água mineral Naturágua. O serviço estreou há dois anos na capital cearense, com investimentos relativamente modestos, de cerca de R$ 2 milhões. Em parceria com construtoras locais, a Central Naturágua oferece aos condôminos água mineral na torneira de casa. O serviço foi idealizado por Henrique Hissa, um ex-dono de lava-rápido. "Ficava incomodado quando minha mulher me mandava buscar água, tinha que pegar aqueles galões pesados de 20 litros e ficava imaginando que deveria haver um jeito mais fácil de consumir água", afirma Hissa, de 37 anos, que hoje ocupa a diretoria da Central Naturágua.

O serviço abastece 20 condomínios em Fortaleza e tem contratos com outros 80 prédios, ainda em construção. Pelo sistema, o prédio é erguido com uma tubulação à parte do sistema de água da rua. O caminhão tanque abastece um reservatório no alto do prédio, que distribui a água aos apartamentos. O condômino compra (por R$ 740) ou aluga (por R$ 39 ao mês) um equipamento instalado no apartamento, que oferece água mineral em temperaturas ambiente, gelada ou quente. Por mês, o custo para o cliente sai em torno de R$ 40. "O cliente gosta por conta da comodidade do serviço e, para o condomínio, é interessante porque aumenta a segurança, evitando o trânsito de pessoas estranhas dentro do prédio", diz.

Há aproximadamente dez anos, Hissa buscou, com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), colocar a ideia no papel. As idas e vindas de Fortaleza ao interior de São Paulo consumiram um carro seminovo e outros milhares de reais. O empreendedor bateu à porta de uma série de empresas tentando vender seu projeto, inédito no país e sem similares no mundo. "Não soube até hoje de nenhum negócio parecido fora do Brasil", afirma ele. Até que encontrou abrigo na Ypióca. "Ele era muito jovem quando nos ofereceu a proposta, há uns quatro anos, e realmente era difícil acreditar que um serviço que nunca foi testado antes poderia dar certo", afirma Aline TellesChaves, diretora de marketing da Ypióca, que foi convencida por um amigo em comum a receber Hissa. A Ypióca testou o serviço durante dois anos, antes de oferecê-lo ao mercado. Os projetos são conduzidos sempre em prédios em construção, que possam abrigar a infraestrutura necessária.

Por ser pioneiro, o serviço não tem legislação pertinente e ainda aguarda parecer do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Mas já trabalha com o aval da Secretaria de Vigilância Sanitária do Estado do Ceará. "Recomendamos que a nossa equipe técnica de Brasília conheça o serviço in loco no Ceará, para darmos um parecer sobre o sistema, que é realmente novo", afirma o diretor geral do DNPM, Miguel Neri.

"Nunca ouvi falar de nada parecido e seria realmente bom se um serviço como esse começasse a ser oferecido em São Paulo", afirma João Batista Crestana, presidente do Secovi-SP, o principal sindicato da indústria imobiliária do país. "O futuro da indústria imobiliária passa pela oferta de serviços".
Hissa já solicitou a patente da ideia junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e agora faz planos de expandir o negócio com a certificação que acaba de receber da Bureau Veritas, uma das principais empresas do mundo em verificação de conformidade. "Conquistamos a certificação da norma ISO 22000), que trata especificamente da segurança dos alimentos e define requisitos para sua produção, o que é uma grande vitória para o nosso negócio", observa Hissa.

A proposta de Everardo Telles daqui em diante é propor parcerias com mineradoras de grandes capitais ou abrir franquias do serviço. "Vamos levar a ideia adiante", diz ele, que também aposta em um produto bem menos polêmico: a produção de briquetes, usados nos fornos de padarias e pizzarias. Confeccionado a partir do bagaço de cana, é um produto ecológico e que exigiu investimentos de R$ 1,5 milhão. "Nossa empresa já era ambientalmente responsável, reaproveitando o bagaço de cana para a compostagem e depois para fabricar papelão muito antes de alguém falar de sustentabilidade", diz Telles, que também é socialmente responsável em tempos de lei seca. Não bebe nada alcoolico, nunca.

Veículo: Valor Econômico

Ouro Fino realiza ação para o Dia Mundial da Água


A Empresa de Águas Ouro Fino é referência no assunto preservação ambiental e para o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, preparou ações especiais. Na agenda, estão previstas distribuições de sementes, passeios educativos pela fonte e palestras. A empresa é uma das maiores envasadoras de água mineral do país e é também referência em ações de conservação do ambiente.

A programação começa a partir de segunda-feira, 15/03 - os clientes que comprarem galões de água de 10 ou 20 litros no Centro de Distribuição Ouro Fino em Curitiba (Rua Brigadeiro Franco, 3.184), irão receber sementes para o cultivo de espécies como Angico do Cerrado, Ipê Amarelo e Roxo, Murta e Quaresmeira Roxa, que virão acompanhadas de um folder sobre o Dia da Água e dicas de preservação ambiental. Esta ação vale até o dia 27/03 (sábado).

As crianças de até 12 anos também vão receber atenção especial da Ouro Fino. No domingo, 21/03, das 8h30 às 16h30, elas terão desconto de 50% no valor da entrada no Parque Ecológico Ouro Fino, em Campo Largo (região metropolitana de Curitiba). A programação inclui ainda passeios pelo parque e entrega de brindes e folders educativos. A história da centenária empresa de águas será contada durante uma animada visita à fonte Ouro Fino.

O Parque Ecológico Ouro Fino conta com cerca de nove milhões de metros quadrados, abrigando uma área de preservação ecológica fundamental para garantir a qualidade da sua fonte natural. O parque é abrigo para muitas espécies raras da flora e da fauna características da região e nele encontra-se a Estância Hidromineral Ouro Fino, que é aberta ao público. A Estância tem como objetivo maior o de contribuir para a formação da consciência ecológica da população.

UM POUCO SOBRE A OURO FINO

Há registros da comercialização da água mineral Ouro Fino datados de 1898. Ela recebeu este nome por estar situada na região de Bateias (Campo Largo/PR) que, no início do século XIX, ficou famosa pelas jazidas de ouro que continha. Desde a sua criação, a empresa busca o equilíbrio com a natureza na extração de água mineral, com o máximo de qualidade e tecnologia. Com uma vazão de 520 mil litros/hora, a Ouro Fino é a segunda maior envasadora do Brasil. No Paraná, a marca detém 67% do mercado, segundo dados do Departamento Nacional de Pesquisas Minerais (DNPM).
A água mineral natural Ouro Fino é classificada como alcalino-terrosa fluoretada e é proveniente das fontes naturais Ouro Fino, protegidas e preservadas naturalmente graças ao cinturão verde de Mata das Araucárias que circundam o Parque Ecológico Ouro Fino, uma das maiores reservas do Paraná. Com propriedades digestivas e diuréticas, a água é também considerada Sodium Free (com baixíssimos teores de sódio e cloretos). Por isso, seu consumo ajuda o organismo a eliminar toxinas.


terça-feira, 16 de março de 2010

Água Mineral de Luxo

        Todo mundo já percebeu que as marcas de luxo se renderam aos encantos da classe média. Perceberam que existem jóias de luxo e bijuterias, obras de arte e artesanato local, vinhos caríssimos e vinhos bons com preços promocionais. Mas o que confere o caráter de luxo a um produto? Observemos na ‘outra margem do rio’. Algumas marcas de águas minerais são vendidas como licores finos e tratadas como artigos de prestígio. O Hotel Ritz-Carlton em NYC contratou um sommelier de água para recomendar aos seus clientes os melhores tipos de água e a combinação com os pratos. Este tratamento agrega um beneficio de valor inovado, eleva o produto a uma categoria e garante uma experiência emocional autêntica ao cliente. O produto água é tratado com o high touch de um produto de luxo. Ganha uma imagem de refinamento e passa a competir com outra categoria ou segmento de bebidas: vinhos, por exemplo. O preço é apenas uma conseqüência deste conjunto de determinantes desenvolvidas mercadologicamente. Os consumidores decidem pagar preços mais altos por certo artigos de sua preferência e que ocupam o topo na sua lista hierárquica de interesses de consumo.

        A Colette de Paris já vende águas com assinatura por um precinho nada convidativo. Em S. Paulo, o Empório Santa Maria, um dos mais sofisticados da cidade já vende águas especias com sabores de fruta, águas vindas de fontes francesas, com grife e tratamento especializado. Quem quiser provar pode se dirigir ao Acqua Bar do Empório e experimentar águas duiças, francesas e escocesas. Outras marcas interessante que andei vendo recentemente é a Saratoga e a Voss Water . O design da garrafa, minimalista e clássico, nos faz lembrar de um vidro de perfume. Uma design perfeito para uma "Água com classe".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Lobão: áreas minerais improdutivas poderão ser leiloadas

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o governo poderá retomar concessões de áreas de exploração mineral que estejam improdutivas. Segundo ele, isso inclui as reservas que foram concedidas pelas regras do atual código da mineração. "As pessoas serão chamadas. Se estão lavrando, ótimo. Senão, pode haver a caducidade", disse o ministro. Segundo ele, ao fazer isso, o governo não está rompendo contrato, já que mesmo o atual código prevê obrigações ao concessionário que, se não cumpridas, justificariam a retomada das áreas.

Pela proposta de novo marco regulatório para o setor, apresentada ontem por Lobão, uma vez retomadas, essas áreas não exploradas seriam objeto de licitação. A regra atual para a concessão de lavras não prevê leilões. Os direitos de pesquisar e explorar são concedidos mediante solicitação.

A proposta do Ministério de Minas e Energia não muda isso, mas prevê licitações em dois casos: no das áreas retomadas que contenham minerais definidos pelo governo como estratégicos (?áreas especiais?). Segundo o secretário de Geologia e Mineração do Ministério, Cláudio Scliar, a proposta prevê que essas áreas serão bloqueadas para serem licitadas em até três anos.

"Quem ganhar essas licitações poderá fazer a pesquisa e a lavra", disse Scliar. A definição de quais são as áreas e quais minérios são estratégicos caberá ao Conselho Nacional de Política Minerária, órgão formulador de políticas que seria criado pelo novo código.

As vésperas de deixar o cargo - Lobão sai no fim de março para concorrer a uma vaga no Senado pelo PMDB do Maranhão - o ministro cumpre promessa feita em sua posse, em janeiro de 2008, de apresentar um novo código para a mineração. A questão é que as propostas apresentadas ontem sequer passaram pelo crivo do Palácio do Planalto. Segundo o próprio ministro, o texto será enviado esta semana para a Presidência da República, a quem caberá decidir quando e quais propostas serão efetivamente encaminhadas ao Congresso Nacional.

Além disso, o texto não toca em pontos polêmicos, como a possível nova estatal dos fertilizantes - ainda em estudo - e a questão de aumento dos royalties, tantas vezes mencionada pelo ministro, mas que ficou de fora porque ainda está sendo discutida com o Ministério da Fazenda.


Prazos


As novas regras preveem prazo máximo de cinco anos para a pesquisa de uma jazida, prorrogável por mais três anos. Quem não iniciar a exploração da lavra após esse período poderá perder a concessão. Para explorar, o prazo total será de 35 anos - hoje não há limites. Segundo Scliar, também serão definidos, na regulamentação da futura lei, investimentos mínimos a serem feitos pelos concessionários, que vão variar de acordo com a região e com o minério. No anúncio de ontem também foi confirmado que o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) será transformado na Agência Nacional de Mineração.

O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camilo, alertou que o governo precisa definir de forma clara seus objetivos na mudança do marco regulatório para o setor de mineração. Segundo ele, a falta de regras claras poderia prejudicar investimentos durante o período de transição entre as duas legislações. Para o executivo, a proposta apresentada nesta terça-feira pelo governo é boa, mas, apresenta alguns pontos de interrogação, como o modelo do novo contrato de concessão a ser adotado. Já a criação da Agência Nacional de Mineração foi aplaudida por Camilo, que espera que o órgão tenha mais prestígio do que o DNPM. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ainda não vi tudo

Com certeza não é no Brasil, mas me aparece cada tipo... isso reflete a falta de estrutura das distribuidoras de água mineral de toda a América do Sul.

Mineração: novo código cria agência reguladora para o setor

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) vai ser extinto pelo novo marco regulatório da mineração
Foto: SXC

        O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) vai ser extinto pelo novo marco regulatório da mineração, anunciado dia 9, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. No lugar da autarquia, será criada a Agência Nacional de Mineração, que terá papel regulador como as outras agências ligadas ao setor energético, petroleiro, de telecomunicações, de águas e de transportes terrestres.
         Segundo o ministro, um dos objetivos com a criação da agência é recuperar áreas concedidas para mineração, mas que não tem sido exploradas, o que causa prejuízos ao patrimônio público. “Era preciso por um fim a esse descalabro. Isso acontecerá sim. Nós estamos criando, paralelamente, uma agência reguladora e nós sabemos que as agências reguladoras têm dado bons resultados”, disse Lobão.
        Será criado também, no âmbito do novo código, o Conselho Nacional de Política Mineral, formado por vários ministérios e responsável por cuidar das políticas do setor – a exemplo do Conselho Nacional de Política Energética.
        Os três projetos do novo código de mineração serão encaminhados ao presidente da República, que poderá fazer alterações antes de enviar os textos para o Congresso Nacional

segunda-feira, 8 de março de 2010

Parabéns a todas as Mulheres, em especial as Empresárias


Mulher...
Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias...
Para você, Mulher tão especial...

Feliz Dia Internacional da Mulher!
(Anônimo)

Um futuro com mais embalagens

Outro dia lendo um artigo do Fábio Mestringer, o qual admiro bastannte pelas suas idéias, li este que reproduzo neste blog, o qual reflete o teor do futuro das embalagens no mundo.

Por Fabio Mestriner*

          Tendências são vetores que direcionam o futuro. Entender como as coisas estão se desenvolvendo e para onde elas se dirigem é um exercício importante para qualquer estratégia de empresa. Todos sabem a importância que a embalagem tem para os produtos de consumo, e porque é muito importante conhecer as tendências que afetam esta ferramenta de competitividade. Fiz uma palestra sobre o tema e, como não repito apresentações, precisei estudar novamente o assunto para me preparar. O que apresento a seguir, é uma pequena reflexão sobre este estudo recente.

        Tendências são identificadas a partir da observação dos vetores que estão determinando a atividade no setor, enxergar o futuro por outro lado, exige método e visão diferenciada para não ficar repetindo o óbvio e apontando o que todo mundo já sabe. Por ser um fator decisivo no novo cenário competitivo, a embalagem merece atenção especial. Ela é resultado da ação de um sistema complexo e multidisciplinar que envolve tecnologia, marketing, design, comportamento do consumidor, logística de distribuição, varejo, reciclagem e meio ambiente. Por isso mesmo, prever e identificar as tendências relativas a embalagem não é uma tarefa fácil.

        Em primeiro lugar, precisamos lembrar que o futuro é filho do presente e neto do futuro. Se desejamos enxergar o futuro, primeiro precisamos olhar o que está ocorrendo no presente e entender o que aconteceu no passado e perdura até os nossos dias. O consumidor tem algumas necessidades que não mudam com o passar do tempo e elas devem ser os pilares que sustentam qualquer projeção. Antes de ser um ser que consome, o consumidor é um ser humano, assim, sabemos, por exemplo, que precisamos tomar quase 2 litros de água por dia. A partir disso podemos especular se no futuro as pessoas tomarão mais água da torneira ou água embalada? A Nestlé, líder mundial em Água Mineral, deve acreditar que o consumidor vai tomar mais água embalada e, baseado nos estudos que fiz, eu também.

         Vocês acham que no futuro as mulheres vão ficar mais tempo no fogão cuidando das panelas ou vão comprar alimentos prontos? Alimentos prontos já representam 52% dos alimentos consumidos pelos americanos e no Brasil, 73% dos alimentos consumidos já são industrializados e embalados. Quando acrescentamos a estas conclusões iniciais a informação sobre o crescimento continuo da população mundial, a urbanização acelerada por que passam as populações e o aumento da expectativa de vida das pessoas, concluímos que no futuro haverá mais embalagens!

        Resta-nos então, olhar para os vetores que estão fazendo com que alguns tipos de embalagem tenham maior expectativa de crescimento por estarem em sintonia com os drivers de consumo do momento. Segundo o Laboratório de Monitoramento Global de Embalagem da ESPM que monitora os lançamentos de embalagem no mundo em tempo real, sete entre as dez categorias que mais lançaram embalagens no último ano são cosméticos destinados a promoção da beleza e da melhor apresentação da mulher. A proeminência da mulher na sociedade atual é sem dúvida o principal vetor que devemos observar.

         A disparada do food service e da alimentação fora do lar se deve a sua saída de casa para estudar, trabalhar e atuar nas mais diferentes atividades. No Brasil de hoje, dois em cada três estudantes que saem formados da universidade são mulheres. O outro driver que serve de base para o estudo de tendências, é o “consumidor em movimento”. Por ter jornada estendida, trabalhar e estudar a noite fazendo MBA, Pós, Mestrado etc. Por ter que fazer exercícios e frequentar academias, estudar línguas, e outros cursos de especialização necessários a sua empregabilidade, as pessoas precisam de alimentos e produtos com as seguintes características: Produtos portáteis, que durem mais, que sejam mais rápidos para o preparo ou preferencialmente, que sejam instantâneos e cujos benefícios sejam claros e efetivos. Não há mais espaço para dúvidas ou produtos que não atendem as exigências do momento.

        Os biscoitos são os alimentos mais lançados no mundo e também no Brasil. O biscoito em embalagem porcionada e a barrinha de cereais se tornaram obrigatórios no kit de sobrevivência urbana. As embalagens por sua parte precisam responder a estas demandas e por isso mesmo estamos assistindo ao crescimento das embalagens flexíveis que são leves e portáteis e das embalagens estáveis que conservam os alimentos sem refrigeração. O Stand-up Pouch retortable que conserva os alimentos a temperatura ambiente, a nova lata que pode ser levada ao microondas e a comida pronta também para aquecimento em microondas são tendência.

         Embalagens ativas que aquecem o conteúdo quando abertas vem ganhando maior representação e embalagens inteligentes que informam por exemplo se o produto está na temperatura certa para consumo ou se foi descongelado também devem crescer no futuro. Por outro lado, quanto mais embalagens são produzidas, maior seu impacto no meio ambiente, o que tem gerado preocupação ambiental crescente. As embalagens Refil, as que são produzidas com novos materiais de fontes renováveis e as que são produzidas com materiais reciclados devem crescer bastante nos próximos anos.

         A conexão da embalagem com o modo de vida do consumidor deve estar na pauta das preocupações estratégicas das empresas, pois a embalagem existe para atender as necessidades e anseios da sociedade e com ela evolui. Aquilo que as pessoas precisam e aquilo que elas almejam vai mudando de forma, mas não de essência. Por isso, no futuro haverá mais embalagens...

* Fabio Mestriner é Professor e Coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem ESPM, Professor do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de embalagem MAUÁ, Coordenador do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE e Autor dos livros Design de Embalagem Curso Avançado e Gestão Estratégica de Embalagem. www.embalagem.espm.br

domingo, 7 de março de 2010

Nova Fábrica de água mineral em Angola

        O município do Icolo Bengo, província do Bengo, conta com mais uma unidade industrial, a fábrica da “Água Cristalina”, captada a partir de perfurações a 150 metros de profundidade. O referido projecto pertence ao “Grupo Mostratus” e dispõe de duas linhas de enchimento independentes.

       Uma linha enche garrafões de cinco litros e a outra, garrafas de litro e meio, meio litro e 0.33 decilitros. A linha de enchimento dos garrafões tem capacidade para engarrafar quatro mil unidades por hora. A outra linha enche 12 mil garrafas por hora.

        João Pinto, director executivo do grupo, disse que a capacidade de produção diária varia consoante as horas de trabalho. Actualmente, a fábrica está a trabalhar apenas com um turno de oito horas. “Estas capacidades podem variar a partir do momento em que entrar em funcionamento o segundo e terceiro turno de trabalho”, disse o gestor.

        Em termos de capacidade instalada, João Pinto assegurou ao Jornal de Angola que com três turnos a funcionar, a unidade fabril tem capacidade para enchimento de mais de 100 milhões de litros de água por ano, superando o número actual das importações, segundo dados estatísticos fornecidos pela Direcção Nacional das Alfândegas.

        João Pinto disse que a marca “Água Cristalina” está a ser distribuída em oito províncias, Luanda, Bengo, Benguela, Huambo, Kwanza-Sul, Huíla, Malange e Lunda-Sul. O gestor acrescentou que em Luanda, o “Grupo Mostratus” dispõe de uma rede própria de distribuição, e que nas províncias esse serviço é terciarizado.

      “É nossa pretensão distribuir o nosso produto em todas províncias. Numa segunda fase estamos a pensar exportar”, referiu. O director executivo do “Grupo Mostratus” assegurou que a unidade fabril está em condições de responder às solicitações do mercado nacional. Reconheceu que a aceitação dos consumidores tem sido satisfatória, tendo em conta que os primeiros três meses de produção foram apenas dedicados a testes.

        “O nosso produto apenas foi lançados em Janeiro e a adesão dos consumidores tem sido significativa, se tivermos em conta que o produto já está disponível em oito províncias”, disse João Pinto.

        A “Água Cristalina”, disse João Pinto, “é um produto de extrema qualidade, devidamente certificado e atestado por laboratórios nacionais e internacionais”.

       E acrescentou que o grupo pretende que seja um produto ao alcance de todos: “o preço pode vir a baixar ainda mais com o aumento da produção e com a redução da actual dependência de matéria-prima importada”.

        João Pinto assegurou que toda a matéria-prima, excepto a água, é importada de Portugal. Até os rótulos são importados

        Com equipamentos de última geração, o “Grupo Mostratus” vai produzir no futuro outros produtos, como refrigerantes e água gaseificada com sabores: “não nos confinaremos à produção da Água Cristalina”, realçou.

         Para além da unidade fabril, o “Grupo Mostratus” está envolvido noutros negócios como a importação, exportação, promoção imobiliária e comércio.

        João Pinto assegurou que a segunda fase do projecto vai contemplar a construção de um complexo residencial com 60 suites, uma piscina e um restaurante.

O caminho da água

Natividade Teixeira, responsável pelo laboratório, explicou ao Jornal de Angola que a água é captada a uma profundidade de 150 metros. Depois da captação a água é conduzida para o depósito de recepção e daí para a unidade de filtração onde são retidos os sólidos suspensos, que existem em qualquer água natural de nascente. Em seguida, segue para depósitos de armazenamento e destes para a sala de enchimento, onde é engarrafada.

        A responsável do laboratório realçou que a monitorização de controlo de qualidade é diária e sistemática desde a captação à sala de enchimento, quer na vertente físico-química, quer na vertente microbiológica. “Os parâmetros indicadores físico-químicos analisados permitem-nos garantir que as características da água se mantêm desde a captação ao produto final”, disse Natividade Teixeira. Cyntia Faria, directora de qualidade da Mostratus, disse que a unidade fabril recebeu, na passada sexta-feira, um certificado de qualidade alimentar pelo Laboratório Central do Ministério da Agricultura.

        “Este certificado de qualidade veio confirmar que a Mostratus segue as normas de boas práticas alimentares, cumprindo um dos objectivos do grupo que é oferecer um produto com qualidade ao consumidor”, disse.

       A unidade fabril situa-se em Mazozo na província do Bengo, emprega 40 trabalhadores e encontra-se instalada numa área de 23 hectares. Actualmente estão construídos 2.400 metros quadrados afectos à zona de produção, 2.400 à área de armazenamento e 800 metros quadrados para os serviços administrativos.

sábado, 6 de março de 2010

Teias a base de Garrafas Pet

          As famigeradas garrafas PET costumam permanecer centenas de anos na natureza após o descarte. Isso significa, entre muitos outros impactos ambientais, a redução na vida útil de aterros sanitários e a contaminação de lençóis freáticos, rios e redes de esgoto. O que pouca gente sabe é que há soluções para reintegrar a matéria-prima à linha de produção, algo capaz de reduzir o desmatamento e a emissão de gases do efeito estufa. Uma delas foi desenvolvida há menos de dois anos pela Telhas Leve, empresa com sede em Manaus (AM) e responsável por uma rede de revendedores em todo o país. São telhados feitos a partir das garrafas de água mineral e refrigerante.
         A firma, criada em 1997 por Luiz Antônio Pereira Formariz e alguns sócios, começou a fabricar telhas em polipropileno. Mas, tempos depois, decidiu optar pelo material de plástico abundante no lixo doméstico e rico em qualidades. “O PET é a resina com maior durabilidade, tem uma vida útil muito longa. Além disso, trata-se de produto nobre. Como consumimos o líquido que vem em seu interior, nunca passou pelo processo de reciclagem. É virgem”, explica.
         O processo para desenvolver a tecnologia capaz de transformar garrafas de plástico em telhas seguras não foi simples, mas teve o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Telhas Leve se inscreveu, em 2009, no edital do Programa de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas, iniciativa pública que conta com investimentos totais na casa de 6 milhões de reais para o Amazonas. O resultado não poderia ser melhor: cerca de 150 mil reais de incentivo do governo no caixa da firma para estudos e testes.



        “ Acho a ideia da Telhas Leve muito interessante, porque trata-se de uma matéria-prima que se joga no lixo e, por exemplo, atravanca os igarapés de Manaus. Além disso, o baixo custo na sua aquisição tem reflexo no produto final. O retorno que temos é social, lá na frente”, garante Odenildo Sena, diretor presidente da Fapeam.


         Atualmente, a empresa tem 28 funcionários fixos e capacidade para reciclar 24 toneladas de garrafas PET por dia. A oferta não é totalmente satisfeita porque só é possível conseguir por mês, em média, 80 toneladas do material em Manaus. O ciclo não é muito complicado: Luiz Antônio recebe o plástico na sede da Telhas Leve de, mais ou menos, cem cooperativas, muitas vezes prensado e sujo. Paga-se 800 reais por tonelada. Em seguida, o material é lavado duas vezes e transformado em espécies de flakes dentro de um moinho (pequenos pedaços que, unidos, formarão a telha). Nenhum processo é manual, a não ser a separação inicial do que chega à fábrica. Ao todo, cerca de 400 pessoas participam do trabalho, desde a coleta até a confecção final. “Depois, são mais dois processos de lavagem, um de separação dos rótulos, tampas e outras impurezas, nova lavagem e secagem. Neste ponto podemos armazenar e transformar em telha. Ao todo, temos potencial para produzir 10 mil metros quadrados do produto por mês”, assegura Formariz.



        Similar à telha de barro, a feita com garrafas PET é um pouco mais cara: o metro quadrado custa 36 reais, enquanto a tradicional é adquirida por 19 reais na capital do Amazonas. O peso, no entanto, começa a dar uma boa diferença entre as duas. Enquanto a telha de plástico tem 5,8 quilos, a outra chega a 60 quilos. Por isso, o custo da estrutura de uma telha de barro gira em torno de 65 a 70 reais por metro quadrado. A daquela encontrada na Telhas Leve, porém, não passa de 15 reais. Uma casa popular média necessita de 55 a 60 metros quadrados do produto.


         Uma das maiores necessidades vistas pela equipe da empresa era saber qual a vida útil da telha oferecida. Para tanto, pediram ajuda ao departamento de engenharia de materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. Apesar de não serem 100% conclusivas, as respostas foram satisfatórias. “A máquina que temos aqui simula e acelera o envelhecimento. Em princípio, todos os plásticos sofrem perda de composição devido à ação de intempéries. A expectativa era de que ela durasse por volta de 50 anos, mas não chega a tanto. É possível fazer com que demore mais, com tratamentos especiais à base de resina de poliuretano, por exemplo”, afirma o professor Elias Hage, um dos responsáveis pelo estudo.

          Entre as principais características das telhas plásticas estão a resistência ao ressecamento e a fixação através de abraçadeiras de nylons especiais, o que protege contra ventos fortes. Além disso, a inclusão de aditivos anti-raios ultra violeta (uv) permite maior combate à radiação solar. O principal, no entanto, é que utiliza um terço da matéria-prima necessária à fabricação das telhas de barro e não há desmatamento de florestas ou queima da lenha nos fornos. A telha utiliza um terço da matéria-prima necessária à fabricação das telhas de barro e não há desmatamento de florestas ou queima da lenha nos fornos. 


Proposta de novo marco regulatório do setor mineral deve chegar ao Executivo em 15 dias

Agência Brasil

          O Ministério de Minas e Energia deverá encaminhar ao Poder Executivo dentro de 10 a 15 dias o novo marco regulatório para a exploração mineral. A informação é do ministro Edison Lobão. Ao destacar a importância da exploração mineral para a produção de fertilizantes, o ministro lembrou que o país ainda depende do mercado externo para suprir suas necessidades nessa área.

         Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Edison Lobão destacou que, apesar de sua importância, o setor mineral ainda é explorado no Brasil, praticamente de forma artesanal, embora possa contar com o trabalho de empresas capacitadas para a exploração mecanizada, como é o caso da Companhia Vale do Rio Doce.

         De acordo com o ministro, a legislação atual do setor é arcaica e precisa ser atualizada. Ele disse que a legislação "integra um velho código, que data de 40 anos e não serve mais aos melhores e mais legítimos interesses brasileiros".

         A proposta para o marco do setor mineral está sendo alinhavada no Ministério de Minas e Energia e deverá ser estudada pela Presidência da República, que depois encaminhará as novas regras em forma de mensagem para ser apreciada pelo Congresso Nacional.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 4 de março de 2010

Agua mineral da Amazônia já está no mercado

Jeff Moats, empresário norte-americano, descobriu que água é um negócio lucrativo. Investiu US$ 12 milhões na marca Equa Water. A água é tirada dos arredores de Manaus
CHICO ARAÚJO
chicoaraujo@agenciaamazonia.com.br

        Afastado do batente devido à intensa vida acadêmica e, mais recentemente, por recomendação médica, cá estou para mais um ano de bons embates jornalísticos em defesa da Amazônia. Aproveitei a convalescência para surfar em bons livros. Devorei A Nuvem (Sebastião Nery), A cabeça de Steve Jobs (Leander Kahney), Deu no New York Times (Larry Rohter), Dicionário Lula (Ali Kamel), Almanque Abril 2009, entre ourros de Filosofia.

        Li ainda vários relatórios acerca do Brasil e, mais uma vez, deparei-me com a história do roubo de água do Rio Amazonas por navios-tanques estrangeiros. Era uma reportagem da Consulex, revista destinada a operadores do Direito.

       Devido à gravidade do assunto, por ter escrito sobre o mesmo anteriormente, decidi averiguar a história. Dei sorte. Fui procurado por um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no Amazonas. Trocamos e-mails, mas ficou nisso. Por enquanto.

        Fiquei desanimado. Porém, na semana passada, recebo novo e-mail. Uma advogada de São Paulo avisa-me ter lido a matéria sobre o roubo da água dos rios da Amazônia. E foi mais longe. Contou-me que, há 5 anos, fez sua tese de mestrado exatamente sobre o tema. Por conta da sua ousadia, chegou a ser considerado por alguns. E ficou de enviar-me sua tese, na qual alerta que o Brasil, por falta de cuidados, enfrentará gravíssimos problemas relacionados ao acesso à água.

       A advogada tem razão. Em 2004, o Departamento de Estado dos Estados Unidos encomendou relatório a uma consultoria independente. Água foi o tema central do documento. O estudo vazou e acabou circulando nos meios de comunicação de diversos países. E um dos trechos, os autores são enfáticos em afirmarem que a água será motivo de guerras regionais pelo acesso à água. O Rio Amazonas faz parte de uns dos cenários.

      A misteriosa Equa Water

        Mas não é só isso. O empresário americano Jeff Moats também descobriu que vender água é um negócio lucrativo. Investiu US$ 12 milhões para lançar uma nova marca de água mineral, a Equa Water. E advinhem da onde vem essa água?
       
       A fábrica está sendo construída uma área de 1.500 hectares nos arredores de Manaus, no coração da nossa Amazônia. Jeff quer extrair a água de um aqüífero muito antigo situado 200 metros abaixo da superfície.

       A água desse aqüífero tem o maior grau de pureza do mundo. O motivo está envolto por quartzo rosa, que atua como um guardião da pureza da água.

       A idéia é posicionar a marca como a mais pura dentre as águas da terra e explorar na comunicação o mistério que envolve a Amazônia. Jeff irá construir sua marca com base em três pilares: pureza da água, design da garrafa (minimalista) e no branding, este último fundamental. Competirá com marcas já bem estabelecidas no mercado, entre as quais a Evian, a Tynant, a Fiji e a Vittel.

       Contudo, acredita-se, Jeff não terá muitos problemas para emplacar seu produto. A primeira vantagem é o exotismo da origem da água. Americanos adoram a Amazônia e, pelo menos na terra do Tio Sam, as chances de sucesso são boas. O mercado de água mineral cresce a uma taxa de 25% ao ano e já é um mercado que movimenta US$ 60 bilhões no mundo.

       Que tal você tomar a água mais pura, mais cristalina e mais misteriosa do mundo?

Coment: 1
Boa Chico Araujo, saudamos sua volta às lides publicando no nosso blog esta materia, que é furo nacional.

Água Castello Finna eleita Produto do Ano 2010

A água Castello Finna foi recentemente eleita Produto do ano 2010 pelos consumidores portugueses.

É uma água mineral levemente gaseificada. Com uma composição mineral única, que provêm do seu baixo teor de sódio, rica em bicarbonatos e magnésio, é indicada para uma dieta com baixo teor de sódio.

A sexta edição do Prémio de Marketing e Inovação “Produto do Ano”, concurso organizado pela Peres & Partners, contou com a participação de 122 produtos inscritos, distribuídos em 44 categorias de consumo.

Actualmente, no continente Europeu, 68% dos consumidores que frequentam os supermercados preferem e escolhem os Produtos com a Certificação “Eleito Produto do Ano”, garante um comunicado da empresa.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Amturvales coordenou visita técnica a Bebidas Fruki

Integrantes da visita técnica foram recebidos pela direção de Bebidas

          Um grupo de proprietários e garçons de restaurantes e bares da Região Alta do Vale do Taquari realizou visita técnica a indústria de Bebidas Fruki. A atividade foi coordenada pela Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales). O objetivo foi conhecer a história, o processo de produção do refrigerante e o modelo de gestão. Eles foram recepcionados pela direção da empresa. O diretor presidente Nelson Eggers, deu as boas vindas e fez um relato sobre a história da Fruki, que é a maior industria regional do Rio Grande do Sul e é uma referencia no Brasil.

          Os representantes dos municípios de Anta Gorda, Coqueiro Baixo, Doutor Ricardo, Ilópolis, Nova Bréscia e Encantado gostaram do que viram. Eles conheceram todos os setores da indústria e também participaram de uma degustação de refrigerantes. Segundo a turismóloga da Amturvales, Lizeli Bergamaschi, a visita atendeu as expectativas do grupo. “Fomos muito bem recepcionados e foi muito interessantes conhecer a história e o processo de fabricação do refrigerante”.

Texto e Foto: Deolí Gräff

terça-feira, 2 de março de 2010

ANA lança hotsite para o Dia Mundial da Água

         Portal traz calendário das atividades relacionadas à data que este ano tem como tema “Água Limpa para um Mundo Saudável”.

        Órgãos de governo e instituições do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (Singreh) podem cadastrar no site eventos que celebram o Dia Mundial da Água.

          A Agência Nacional de Águas (ANA) lança hoje (01/03) o hotsite Águas de Março para divulgar as celebrações do Dia Mundial da Água, comemorado todos os anos em 22 de março. Está é a quarta edição do portal que divulga o calendário das atividades dedicadas ao Dia Mundial da Água em todo o Brasil.

         Todos os anos, a ONU escolhe um tema que orienta as discussões sobre o dia Mundial da Água. Em 2010, o tema do Dia Mundial das Águas é “Água Limpa para um Mundo Saudável”. A ONU também criou um hotsite para o evento global.

         O hotsite da ANA ficará no ar durante todo o mês de março e também reúne informações sobre recursos hídricos relacionadas ao tema determinado pela ONU. Órgãos de governo e instituições que fazem parte do Singreh (Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos) podem cadastrar seus eventos no site, basta clicar na opção Cadastro de Eventos, na página principal.

          A ONU criou o Dia Mundial da Água em 1992 e a data vem sendo comemorada desde 1993, de acordo com as recomendações do capítulo 18 da Agenda 21, definida pela Conferência Nacional das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Pnuma). A agenda determina ações voltadas para a proteção dos recursos hídricos, da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos, abastecimento de água potável e saneamento, água e desenvolvimento urbano sustentável.

        No Brasil, a adesão partiu do Congresso Nacional com Lei n° 10.670, de 14 de maio de 2003, que instituiu o Dia Nacional da Água, também comemorado no dia 22 de março de cada ano.

Reunião 02/03/2010

         A reunião da associção será na sede da adam-rs, Hoje (02/03/2010) as 20:00 Horas.
Todos estão convidados.

Água Mineral do Mar

Moradores de Miami, na Flórida (EUA), poderão a partir do próximo mês entrar em lojas de conveniência da cidade e levar pra casa uma nova garrafa de água mineral, a H2Ocean. Seria apenas mais uma marca no mercado, não fosse por um detalhe: a H2Ocean é feita a partir da água do mar, com aplicação da nanotecnologia. E mais. O processo foi desenvolvido por brasileiros. A H2Ocean nasceu da experiência de dois cientistas, que começaram a desenvolver a tecnologia de controle de minerais em água dessalinizada. Isso ocorreu há dez anos. Em seguida, somaram-se à dupla outros dois sócios. Em 2003, eles conseguiram a patente do processo e passaram a bater de porta em porta para tentar comercializar a água. “Ao longo de dez anos, foram investidos cerca de US$ 2 milhões na companhia”, diz Rolando Viviani, gerente de marketing da H2Ocean.
Segundo ele, todas as pesquisas foram feitas com recursos próprios dos quatro sócios. Seus nomes, por enquanto, são mantidos em sigilo. No início, o objetivo da H2Ocean era vender a água ´nanotecnológica´ no Brasil. A empresa alega ter procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006 para realizar o pedido de registro do engarrafamento do produto.


A resposta teria sido a de que não há legislação específica para que esse tipo de água seja vendido no país por conta da sua fonte: o mar. Procurada, a Anvisa informou que a H2Ocean nunca entrou com um pedido de registro. A empresa, entretanto, enviou ao Valor fac-símile da página da Anvisa na internet em que aparece o número do processo do registro e do protocolo, em nome de Aquamare Beneficiadora e Distribuidora de Água. A data de entrada é de outubro de 2006 e o pedido foi negado em março do ano passado. Em dezembro, a mesma Aquamare fez uma segunda tentativa, enviando uma carta à Anvisa em que pedia esclarecimentos sobre o que fazer para obter o registro. A resposta veio quatro meses depois, com a indicação de que a empresa deveria ´importar´ uma legislação sobre o assunto. Ao Valor, a Anvisa também informou que ´a empresa interessada na produção (.) de água dessalinizada deve apresentar, preferencialmente por intermédio de uma associação, proposta de regulamentação para avaliação pela Anvisa´. As dificuldades para se obter o registro no Brasil levaram a H2Ocean a mudar de estratégia. A empresa continua interessada em obter a aprovação da Anvisa, mas decidiu priorizar a busca por novos mercados.

A opção foi pelos EUA. “O registro da empresa saiu em três horas e a água foi analisada em 15 dias. Nos EUA, conseguimos resolver em três meses tudo o que não conseguimos aqui em quatro anos”, afirma Viviani. O Valor, porém, não teve acesso ao registro obtido no exterior. A venda da H2Ocean começa nos Estados Unidos em agosto, em três estados: além da Flórida, Nova Jérsei e Atlanta. Foram embarcados oito contêineres do produto, feito inicialmente na fábrica de Bertioga, litoral sul de São Paulo. A unidade poderá ser desativada em breve. A produção deve ser transferida para os EUA no fim deste ano. A nanotecnologia foi o instrumento utilizado pela H2Ocean para transformar a água do mar em água mineral dessalinizada. A água dos oceanos é rica em micro e macro nutrientes, como o boro, o cromo e o germânio - elementos dos quais o corpo humano necessita, em pequenas doses. Com a nanotecnologia, a H2Ocean conseguiu, a partir da água recolhida em alto mar, retirar o sal e manter grande parte dos minerais. Para chegar a esse resultado, os cientistas criaram um filtro com nanotecnologia aplicada, o nanofiltro.


O processo inicial é o mesmo que se faz desde a década de 1940: a dessalinização. Depois de retirado o sal, restam duas opções, segundo Viviani: ´Ou todos os minerais são retirados da água ou ela continua salgada´. Com uma sequência de nanofiltragens, a H2Ocean conseguiu manter 63 dos 86 minerais contidos na composição inicial. Surgiu a água mineral do mar. Para saber se o resultado é bom, o brasileiro vai ter de esperar.