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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Disputa pela fábrica da Fruki envolve pelo menos 30 cidades

Clarisse de Freitas

Pelo menos 30 municípios gaúchos já procuraram a Fruki oferecendo áreas para a instalação da nova unidade industrial da empresa. O empreendimento faz parte do plano de expansão da fabricante de bebidas de Lajeado, que inclui a ampliação da linha de produção na matriz e a construção de um novo centro de distribuição em Canoas, cujas obras devem começar em fevereiro. No total, a companhia está investindo R$ 60 milhões, sendo R$ 30 milhões para a fábrica a ser construída e R$ 15 milhões para cada um dos outros projetos.

Quem estuda as propostas das cidades interessadas em receber a planta industrial é o diretor-presidente da Fruki, Nelson Eggers. "Pessoalmente, eu gostaria que a nova fábrica não ficasse muito distante de Lajeado porque algumas partes da infraestrutura, como laboratórios, manutenção, treinamento e recursos humanos, vão permanecer na matriz", indica, sem citar quais as propostas parecem mais atraentes até o momento.

Segundo o empresário, a previsão é aplicar cerca de R$ 30 milhões na construção de uma nova planta industrial para ampliar a linha de produtos da empresa. Devem ser produzidos sucos, chás, bebidas vitaminadas, energéticos, isotônicos e à base de soja. "Esse é um mercado incipiente, tem produtos até desconhecidos aqui", observa Eggers. "A previsão é de que as operações da nova planta comecem no final de 2013, início de 2014", diz o executivo, ao projetar que serão gerados cerca de 40 postos de trabalho - a maior parte na produção e, alguns, na administração.

Obra em Canoas deve começar em fevereiro

As obras do novo centro de distribuição da Fruki devem começar nas próximas semanas em Canoas. "Adoraria que fosse ainda em fevereiro", diz o diretor-presidente da companhia, Nelson Eggers, ao ressaltar que o investimento de R$ 15 milhões na Região Metropolitana é o passo inicial de um projeto de expansão da companhia. A empresa irá construir, em terreno próprio de 40 mil metros quadrados de área (próximo às instalações da Petrobras), uma estrutura de 15 mil metros quadrados que irá abrigar o departamento comercial e terá, no pátio, estacionamento para 200 caminhões.

As operações feitas atualmente em Cachoeirinha serão transferidas para esse novo local até o final do ano, segundo o cronograma das obras. "Estamos em Cachoeirinha em um prédio que não é nosso e que está ficando pequeno. Vamos transferir para uma área própria, com capacidade para atender ao crescimento de pelo menos cinco anos", aponta o empresário. Segundo Eggers, os investimentos feitos em Canoas serão financiados com recursos próprios e terão apenas os incentivos municipais.

O centro de distribuição terá capacidade para abrigar até 200 trabalhadores, divididos basicamente entre a equipe de vendas (sobretudo vendedores externos), e a estrutura logística (entregadores e motoristas). A partir de Canoas serão atendidos os 10 mil clientes atuais da Fruki na Região Metropolitana e, segundo Eggers, essa será a base para a conquista de mercado. Atualmente, a marca possui cerca de 13% do mercado de refrigerantes e 18% do mercado de água mineral.

Esses produtos, feitos na unidade de Lajeado, terão suas linhas de produção ampliadas em 2014, na etapa final da expansão da Fruki. "O nosso volume de vendas cresceu, em 2011, 8,5% e deve crescer outros 8% em 2012. Para dar conta desse crescimento orgânico, planejamos daqui a dois anos ampliar a capacidade em até 40%. Nessa etapa devemos aplicar outros R$ 15 milhões", diz o empresário.
Para realizar o investimento, o empresário diz que ainda estuda as fontes de financiamento. "Estamos conversando com o governo do Estado e é provável que tenhamos benefícios do Fundopem e que o investimento seja feito com recursos do Bndes, via Badesul", detalha. Mesmo que a direção da empresa não aponte as cidades que disputam o investimento, fontes do mercado apontam localidades com maior potencial para ficar com a fábrica, como Espumoso, Paverama e Casca.

O prefeito de Espumoso, Zelindo Signor Neto (PDT), afirma que o município possui uma área de 25 hectares, próxima à zona urbana, que pode ser transformada em distrito industrial para receber a empresa. "Entendemos que temos alguns pontos que podem ser avaliados negativamente pela Fruki, como a localização. Mas temos como grande vantagem a qualidade da água, a oferta de uma área nobre e uma comunidade de 12 mil habitantes na área urbana extremamente pacífica", enumera o chefe do Executivo.

Já Paverama apela às emoções do empresário Nelson Eggers. "Nelson é filho de Paverama e temos certeza de que ele considera com carinho a possibilidade de instalar a fábrica aqui", afirma o prefeito Elemar Rui Dickel. Segundo ele, será concedida à empresa toda a infraestrutura necessária para a instalação e a administração municipal já tem em vista uma área que pode ser cedida para a nova fábrica.

Ari Domingos Colvilla, chefe do gabinete do prefeito de Casca, Alan Chagas, revela que o município apresentou à Fruki uma oferta bastante estruturada. A cidade, que abrigou uma subsidiária de refrigerantes da Brahma até a década de 1980, se propõe a oferecer um terreno e toda a infraestrutura para ficar com a nova fábrica. "Queremos reativar o setor de bebidas porque aqui temos água abundante e de boa qualidade", completa.

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