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quinta-feira, 4 de março de 2010

Agua mineral da Amazônia já está no mercado

Jeff Moats, empresário norte-americano, descobriu que água é um negócio lucrativo. Investiu US$ 12 milhões na marca Equa Water. A água é tirada dos arredores de Manaus
CHICO ARAÚJO
chicoaraujo@agenciaamazonia.com.br

        Afastado do batente devido à intensa vida acadêmica e, mais recentemente, por recomendação médica, cá estou para mais um ano de bons embates jornalísticos em defesa da Amazônia. Aproveitei a convalescência para surfar em bons livros. Devorei A Nuvem (Sebastião Nery), A cabeça de Steve Jobs (Leander Kahney), Deu no New York Times (Larry Rohter), Dicionário Lula (Ali Kamel), Almanque Abril 2009, entre ourros de Filosofia.

        Li ainda vários relatórios acerca do Brasil e, mais uma vez, deparei-me com a história do roubo de água do Rio Amazonas por navios-tanques estrangeiros. Era uma reportagem da Consulex, revista destinada a operadores do Direito.

       Devido à gravidade do assunto, por ter escrito sobre o mesmo anteriormente, decidi averiguar a história. Dei sorte. Fui procurado por um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no Amazonas. Trocamos e-mails, mas ficou nisso. Por enquanto.

        Fiquei desanimado. Porém, na semana passada, recebo novo e-mail. Uma advogada de São Paulo avisa-me ter lido a matéria sobre o roubo da água dos rios da Amazônia. E foi mais longe. Contou-me que, há 5 anos, fez sua tese de mestrado exatamente sobre o tema. Por conta da sua ousadia, chegou a ser considerado por alguns. E ficou de enviar-me sua tese, na qual alerta que o Brasil, por falta de cuidados, enfrentará gravíssimos problemas relacionados ao acesso à água.

       A advogada tem razão. Em 2004, o Departamento de Estado dos Estados Unidos encomendou relatório a uma consultoria independente. Água foi o tema central do documento. O estudo vazou e acabou circulando nos meios de comunicação de diversos países. E um dos trechos, os autores são enfáticos em afirmarem que a água será motivo de guerras regionais pelo acesso à água. O Rio Amazonas faz parte de uns dos cenários.

      A misteriosa Equa Water

        Mas não é só isso. O empresário americano Jeff Moats também descobriu que vender água é um negócio lucrativo. Investiu US$ 12 milhões para lançar uma nova marca de água mineral, a Equa Water. E advinhem da onde vem essa água?
       
       A fábrica está sendo construída uma área de 1.500 hectares nos arredores de Manaus, no coração da nossa Amazônia. Jeff quer extrair a água de um aqüífero muito antigo situado 200 metros abaixo da superfície.

       A água desse aqüífero tem o maior grau de pureza do mundo. O motivo está envolto por quartzo rosa, que atua como um guardião da pureza da água.

       A idéia é posicionar a marca como a mais pura dentre as águas da terra e explorar na comunicação o mistério que envolve a Amazônia. Jeff irá construir sua marca com base em três pilares: pureza da água, design da garrafa (minimalista) e no branding, este último fundamental. Competirá com marcas já bem estabelecidas no mercado, entre as quais a Evian, a Tynant, a Fiji e a Vittel.

       Contudo, acredita-se, Jeff não terá muitos problemas para emplacar seu produto. A primeira vantagem é o exotismo da origem da água. Americanos adoram a Amazônia e, pelo menos na terra do Tio Sam, as chances de sucesso são boas. O mercado de água mineral cresce a uma taxa de 25% ao ano e já é um mercado que movimenta US$ 60 bilhões no mundo.

       Que tal você tomar a água mais pura, mais cristalina e mais misteriosa do mundo?

Coment: 1
Boa Chico Araujo, saudamos sua volta às lides publicando no nosso blog esta materia, que é furo nacional.

2 comentários:

Patricia Fernandes disse...

bom dia onde encontro essa agua no rio de janeiro??

Patricia Fernandes disse...

bom dia onde encontro essa agua no rio de janeiro??